Moradores das ruas Gastão Vidigal, Padre Donizete Tavares de Lima e, em especial, da rua Dr. Teófilo Ribeiro de Andrade, no Centro de São João, reclamam há vários meses das obras feitas por empresa contratada pela Prefeitura Municipal e que não foram terminadas.
Pessoas que residem no local, transeuntes e motoristas que passam por ali já reclamam há muito tempo da situação lastimável que se encontra o asfalto. A reportagem do O MUNICIPIO constatou o fato, na tarde de terça-feira, dia 20, e, realmente, a situação é complicada.
As reclamações já começaram durante as obras. Muita terra foi deixada no local, o que causava muita poeira quando os veículos passavam, ou muito barro no período das fortes chuvas.
Após o fim das instalações das galerias pluviais, foi colocado um asfalto "muito fraco", segundo disseram alguns moradores. "Além do asfalto não prestar, deixaram metade asfaltado e a outra metade aparecendo o paralelepípedo", comenta Antonio Oliveira, motorista que passa sempre pelo local.
A rua, que já era cheia de desnível, devido às pedras, ficou pior com uma metade de cada jeito. E com as fortes chuvas que caíram nos últimos meses, muitos buracos instalaram-se no local.
"Meu carro já teve que ir para a oficina várias vezes. Não tem veículo que aguenta passar por ali", cita Oliveira. A rua dá acesso a vários locais importantes na cidade, como o DRS-XIV, o UniFAE, o CIC, entre outros.
Vários moradores também já cansaram de reclamar sobre a obra que há meses vem se arrastando. "A poeira que fica na rua vem tudo para dentro de casa. Todo santo dia preciso limpá-la", conta Margareth Dias, que reside em um apartamento no bairro.
Ela já ligou várias vezes na Prefeitura Municipal, mas nunca obtém retorno. "Ligo lá e pergunto quando as obras vão terminar. Eles me passam para várias pessoas e ninguém consegue me responder com exatidão", conclui.
RESPOSTA
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal, na rua Dr. Teófilo Ribeiro de Andrade foram feitas galerias de águas pluviais pela Empresa Simoso, de Mogi Mirim, que venceu a licitação realizada pela Prefeitura.
A obra foi feita para minimizar o escoamento de água das chuvas de modo a evitar as enchentes, usando canos de concreto por debaixo da terra. Também foi colocada uma capa de asfalto, de modo a facilitar o acesso dos moradores.
Ainda de acordo com a assessoria, a Prefeitura aguarda agora a liberação da segunda metade da verba, pela Secretaria de Planejamento do Estado de São Paulo, para dar prosseguimento à segunda etapa da obra.
"Não podemos autorizar a continuidade da obra antes da liberação do restante da verba, que é de R$ 500 mil", informa a assessoria. A liberação deverá ocorrer ainda neste mês de janeiro.