As notícias abaixo são referentes a edição nº 8483 do dia 21/1/2009  
 
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Cidade - Saúde
Médico sanjoanense alerta para os riscos da hepatite A
Ignácio Garcia Junior

A Hepatite A é uma doença do fígado altamente contagiosa e algumas vezes fatal. Ela é uma doença causada pelo vírus HVA que é transmitido por via oral-fecal, de uma pessoa para outra ou através de alimentos ou água contaminada.
Segundo o pediatra sanjoanense Roberto Tiraboschi, a incidência da hepatite A é maior nos locais em que o saneamento básico é precário ou não existe, portanto as crianças são mais atingidas por não levarem à risca as normas de higiene.
Tiraboschi alerta que a hepatite A pode ser sintomática ou assintomática. "Em alguns casos, os sintomas são tão vagos que podem ser confundidos com os de uma virose qualquer", disse.
Ainda comenta que durante o período de incubação que pode levar de duas a seis semanas, os sinais da doença não se manifestam, mas a pessoa infectada já é capaz de transmitir o vírus.
Os sintomas mais comuns são: icterícia (amarelamento da pele e dos olhos); febre; calafrios; dor abdominal; náuseas; urina escura; fezes amarelo-esbranquiçadas e fadiga.

DICAS
Lave bem as mãos antes das refeições e depois de usar o banheiro, a higienização criteriosa das mãos é suficiente para impedir o contágio de pessoa para pessoa;
Não ingerir frutos do mar crus ou mal cozidos, ostras que se comem cruas e mariscos são transmissores importantes do vírus da hepatite A;
Evite o consumo de alimentos e bebidas dos quais não conheça a procedência nem saiba como foram preparados;
Beba somente água clorada ou fervida, principalmente nas regiões em que o saneamento básico possa ser inadequado ou inexistente;
Não ingerir bebidas alcoólicas durante a fase aguda da doença e nos seis meses seguintes à volta das enzimas hepáticas aos níveis normais;
Leve consigo seus próprios materiais usados para fazer as unhas, no salão de beleza.

PREVENÇÃO
De acordo com o pediatra Roberto Tiraboschi, o método mais eficaz de prevenção da doença é a vacina. Porém, a vacina contra a hepatite A não faz parte do programa oficial de vacinação oferecido pelo Ministério da Saúde, e deve ser administrada a partir do primeiro ano de vida.
"Se for tomada de forma correta (duas doses com seis meses de intervalo entre elas), a vacina tem um poder de proteção que varia de 94% a 100%", enfatiza.
Tiraboschi orienta que a imunização por meio da vacina é recomendada para todas as crianças a partir de um ano de idade, especialmente aquelas que frequentam creches e escolinhas; crianças e adolescentes que não foram imunizados e morem em locais onde tenha ocorrido um surto da doença.
Lembra que a vacina também é indicada para pessoas que trabalham, viajam ou tenham condições médicas e estilos de vida que as deixam mais expostas ao vírus; pessoas que vivam ou planejam visitar países com condições de saneamento básico precárias; usuários de drogas, presidiários; idosos que residam em asilos; pacientes que sofram de doenças crônicas do fígado; doentes que tenham feito transplante de fígado ou que estejam na fila para fazê-lo; hemofílicos e pessoas que tenham doenças de coagulação.

TRATAMENTO
"Não há tratamento especifico contra a hepatite A", ressalta Tiraboschi.
O pediatra ainda diz que pessoas que vivem no mesmo domicílio em que o paciente infectado vive ou que estejam em más condições de saúde podem receber imunoglobulina para protegê-las contra a infecção.
Ele também considera relevante que o consumo de álcool seja abolido até pelo menos três meses depois que as enzimas hepáticas voltarem ao normal.
"A melhor forma de combater a hepatite A é a prevenção. Vacine-se o quanto antes" conta e recomenda: "Em São João, o laboratório Imunix se coloca à disposição de todos, para eventuais dúvidas", termina.