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Mundo :: 2014-01-02 -09:52:00

Dom Orani Tempesta deve ser cardeal a partir de fevereiro

Sacerdote, hoje arcebispo do Rio de Janeiro, nasceu e iniciou a carreira religiosa na cidade de São José do Rio Pardo

Hediene Zara


Dom Orani Tempesta ao lado do papa Francisco, na JMJ (Foto: O Globo)

Uma das nomeações mais aguardadas entre os católicos brasileiros vai acontecer no próximo dia 22 de fevereiro, no consistório do Vaticano, segundo apurou a reportagem do O MUNICIPIO, em Roma. A reunião de cardeais não deve terminar sem a nomeação de um novo purpurado para representar o país: Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.

O presidente do Comitê Organizador da Jornada Mundial da Juventude, que nasceu e iniciou sua carreira religiosa em São José do Rio Pardo, é tido como nome certo entre os purpurados, desde o fim do encontro do Rio de Janeiro. Na ocasião, o próprio Papa Francisco, em seu discurso de agradecimento em Copacabana, tratou o sacerdote como “Cardeal Orani”, arrancando aplausos da multidão.

DETALHES DA ESCOLHA

Não foi por acaso que o Papa Francisco “promoveu” Dom Orani no palco da JMJ. O Pontífice dificilmente confundiria os cargos dos integrantes do alto clero. Acredita-se que, de fato, Francisco tenha adiantado o resultado do consistório marcado para o próximo mês de fevereiro.

Na verdade, Dom Orani já deveria ter assumido o cardinalato desde a reunião anterior, em 2012. Porém, Dom Eusébio Scheidt, arcebispo emérito do Rio de Janeiro, ainda não havia completado 80 anos de idade e, segundo o Código Canônico, continuava tendo direito a voto num eventual conclave (que veio a acontecer em março de 2013). Embora não haja uma determinação expressa sobre o assunto, a Igreja Católica evita manter, no Colégio de Cardeais, dois votantes membros de uma mesma diocese.

Outro arcebispo brasileiro que também deve ser nomeado em fevereiro é o ex-núncio apostólico Dom Lorenzo Baldisseri, que foi secretário do Colégio de Cardeais durante o Conclave que elegeu o Papa Francisco. Ao ser eleito, o argentino recebeu os paramentos das mãos de Dom Lorenzo e retribuiu com um gesto imbuído de especial significado: tirou o solidéu vermelho, exclusivo dos cardeais, e o colocou sobre a cabeça do brasileiro.

Outros arcebispos do Brasil, ainda apontados como possíveis escolhidos, tem seus nomes pouco ventilados em Roma. São eles: Dom Sérgio da Rocha, de Brasília, e Dom Murilo Krieger, de Salvador.

UM CARDEAL “JOVEM”

Nascido em 1950, Orani João Tempesta é de São José do Rio Pardo e iniciou sua vida religiosa aos 17 anos, quando ingressou no Mosteiro de Nossa Senhora de São Bernardo. De lá, seguiu para os estudos eclesiásticos em São Paulo, passando pelo Mosteiro de São Bento e pelo Instituto Teológico Pio XI.

Aos 24 anos, foi ordenado padre pelas mãos do bispo Dom Tomás Vaquero, em Rio Pardo. Foi prior e abade do Mosteiro onde estudou e, em 1997, foi nomeado bispo de São José do Rio Preto, pelo Papa João Paulo II.

Em 2004, tornou-se arcebispo de Belém do Pará, onde permaneceu até 2009, quando foi nomeado para a mesma função, no Rio de Janeiro. Em fevereiro de 2013, após a renúncia de Bento XVI, Dom Orani recebeu a reportagem do O MUNICIPIO para uma entrevista exclusiva. Já naquela ocasião, ele falou sobre a possibilidade do cardinalato: “É uma expectativa mais do povo, do que minha”, afirmou.

 

Italianos questionam “invasão chinesa”

Não é só nas ruas do Brasil que os produtos chineses ganharam a preferência popular, principalmente nos camelódromos e lojas de “R$ 1,99”. Roma se tornou alvo da imigração ilegal, de forma mais sensível na última década, tornando-se um entreposto para o comércio de bugigangas.

Entre os habitantes dos “seminterrati” (porões, alugados a partir 800 euros mensais), estão africanos, indianos e, principalmente, os chineses. Porém, assim como no Brasil, a organização comercial chinesa ganhou força e boa parte dos pontos comerciais ao redor do Vaticano já é de propriedade desses imigrantes. Dentro do território da Igreja estão os poucos estabelecimentos que restam sob a gerência de italianos legítimos.

DEPORTAÇÃO

A estratégia para evitar a temida deportação ou a negação do “permesso di soggiorno” (a autorização de residência na Itália), também é muito semelhante à utilizada na América do Sul: os filhos. Assim que pisam em território europeu, a maioria dos casais chineses tenta aumentar a família, para ganhar um legítimo cidadão italiano em sua casa.

Tanto nas ruas quanto no Congresso Nacional, muitos italianos manifestam ferrenha oposição ao aumento de imigrantes, principalmente por questões econômicas que envolvem a crise na zona do Euro e a falta de emprego em diversas cidades. Há, também, contrariedades sob o ponto de vista racial e étnico. 

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