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Polícia :: 2017-07-12 -14:49:00

Caso Foguinho: após quatro anos de acidente, julgamento pode estar próximo


Prestes a completar quatro anos – nesta quinta, 13 de julho – o acidente que matou José Carlos Chessa Luis (Foguinho), de 63 anos, e Paloma Heloísa dos Reis, de 20, pode estar chegando a sua reta final.

Em breve, poderá ser confirmada a data do Júri Popular dos réus Paulo Eduardo Bittencourt Noronha, de 38 anos, e André Tonizza Sanchez, de 32, que segundo a acusação, praticavam um racha na rodovia SP-342.

Tonizza, que dirigia a caminhonete de Noronha a 170 km por hora (segundo boletim de ocorrência), bateu na traseira do Gol dirigido por Foguinho, que ficou totalmente destruído. O técnico de futsal morreu na hora. Paloma faleceu 15 horas depois e a também técnica de futsal, Cristiany Boratto, sofreu ferimentos menos graves.

Segundo Gustavo Massari, advogado das vítimas e da família, juntamente com Cyro Sanseverino, o processo acaba de voltar do Tribunal. “Agora começa a segunda fase do procedimento do Júri. O processo vai para a juíza, que encaminha ao promotor para solicitar o que pretende. Depois disso, deverá designar o Júri”, relata.

De acordo com o artigo 422 de Código de Processo Penal, “ao receber os autos, o presidente do Tribunal do Júri determinará a intimação do órgão do Ministério Público e do defensor, para, no prazo de cinco dias, apresentarem rol de testemunhas que irão depor em plenário, oportunidade em que poderão juntar documentos e requerer diligência”.

O Júri Popular deverá ser comandado pela juíza Elani Cristina Mendes Marum e terá como promotor Guilherme Athayde Ribeiro Franco. Além dos advogados de acusação, a defesa de Noronha e Tonizza é formada pelos advogados Eduardo Pugliesi Lima, Daniel Leon Bialski e João Batista Augusto Junior.

Para Massari, o resultado final deverá sair, no máximo, até o fim deste ano. Quanto à possível mudança de município para a realização do Júri, o advogado afirma que a discussão ficará a cargo da defesa. “Acredito que o mais correto é de que ele aconteça em São João, pois os reflexos serão sentidos na nossa cidade”, explica.

 

ENTENDA O CASO

Os três amigos haviam acabado de sair do show da dupla Munhoz & Mariano, no Recinto de Exposições José Ruy de Lima Azevedo, onde ocorria a Eapic, em 13 de julho de 2013. O acidente ocorreu por volta das 3h30.

De acordo com o boletim de ocorrência, os motoristas vinham a uma velocidade 112% maior do que a permitida no local, apostando corrida. Segundo as apurações, Tonizza conduzia uma Toyota Hilux e, tendo ultrapassado a Amarok de Noronha, retornou à pista da direita, atingindo a traseira do carro que era dirigido por Foguinho.

O impacto foi tão forte que a traseira do Gol ficou completamente esmagada, deixando o veículo irreconhecível. Foguinho teve o pescoço quebrado e morreu na hora. Paloma, que estava no banco traseiro, foi prensada entre as ferragens e teve diversos traumas, morrendo 15 horas depois de ser levada à Santa Casa Carolina Malheiros.

A Polícia Rodoviária foi acionada imediatamente após a colisão. Ficou constatado que os dois condutores que disputavam o racha estavam visivelmente embriagados. Ambos teriam se negado a soprar o bafômetro e a fornecer sangue para exames periciais.

O delegado Fabiano Antunes de Almeida determinou a prisão de ambos. Dezoito dias depois, eles foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória de Serra Azul.

Após seis meses encarcerados e duas liminares de absolvição negadas, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu, em 23 de janeiro de 2014, habeas corpus aos empresários, que estão livres desde então.

Em dezembro de 2014, a decisão da juíza Helena Furtado de Albuquerque Cavalcanti confirmou a realização do Júri Popular. 

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