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Polícia :: 2017-07-03 -13:37:00

MP e Polícia alertam contra divulgação de material íntimo


Com o avanço dos meios de comunicação e a possibilidade do rápido envio de fotos e vídeos através de aplicativos via internet, tornou-se corriqueira a divulgação indevida de fotos e vídeos íntimos, o que vem acarretando sérios problemas tanto para quem tem a imagem divulgada, como para os criminosos que realizam essa conduta.

Este fato ocorreu recentemente com uma conhecida jovem de 23 anos, que mora em uma cidade da região e estudou até o final do ano passado em São João da Boa Vista. A pedido das autoridades, ela não terá sua identidade revelada.

A Polícia Civil, por meio do delegado Jorge Mazzi, e o Ministério Público, com o promotor Nelson de Barros O’Reilly Filho, estão acompanhando o caso de perto, dando todo o suporte necessário à vítima.

Por telefone, ela contou ao O MUNICIPIO que namorou um rapaz de Mogi Guaçu, de 27 anos, com quem ficou por pouco mais de dois anos (fevereiro de 2014 a abril de 2016). Nesse período, confiou cegamente no amor que ambos sentiam um pelo outro, chegando a trocar fotos e vídeos pelo celular.

Neste período, muitas brigas ocorreram e uma das ameaças do namorado era de que, caso ela terminasse o relacionamento, ele divulgaria o material pornográfico aos amigos. Depois de muito medo da intimidação, acabou terminando.

De setembro de 2016 a março de 2017, a jovem teve um novo relacionamento, com um rapaz de 22 anos, este de São João. E o fato teria se repetido com o mesmo.

No início do mês de maio, chegou a ela a informação de que o material ‘vazou’. Milhares de pessoas receberam as fotos e um vídeo, em vários posts ligando as imagens como sendo a de uma garota de programa.

“Amigos vieram me falar que minhas fotos haviam viralizado no whatsapp. Homens começaram a me perguntar quanto eu cobrava o programa. Mulheres começaram a ofender minha moral. Sofri muitos insultos e um grande constrangimento. A vergonha foi enorme”, lembrou a jovem.

A garota de 23 anos, muito conhecida em sua cidade, viu sua vida afundar. Suas redes sociais tiveram que ser desativadas, pois todas as fotos foram ‘fuziladas’ com ofensas, muitas delas de forma bem grave.

“Tudo que fiz foi por amor. Tem dia que não tenho vontade de levantar da cama. Queria poder acordar e ver que tudo não passou de um pesadelo. Muitos familiares também me criticaram, mas graças a Deus, fui amparada pelos meus pais”, relatou.

 POLÍCIA

Semana passada, a Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão na casa de seus dois ex-namorados. A Polícia Civil apreendeu em suas residências um aparelho celular e um notebook, os quais constataram ter três fotos e um vídeo da vítima.

“Os equipamentos serão submetidos a perícia pelo Instituto de Criminalística, visando a capturar todas as imagens e vídeos contidos, mesmo que apagados”, explicou o delegado Jorge Mazzi, responsável pelo caso.

O comportamento dos infratores, além de configurarem crime de difamação e semelhantes, poderá incorrer em violações da Lei Maria da Penha, que protege a mulher vítima de violações contra sua honra e integridade psicológica (artigo 7º, inciso V, da Lei nº 11.340/06).

Nestes casos, os infratores ficam proibidos de aproximarem-se da vítima e seus familiares, bem como de manter qualquer tipo de contato, sendo que o descumprimento das medidas pode sujeitar o transgressor à prisão.

De acordo com o promotor, os comentários ofensivos feitos por terceiros nas redes sociais igualmente sujeitam seus autores a responder pelos crimes de injúria, difamação, ameaça e outros mais. “Além disso, eles poderão sofrer, assim como os acusados, por danos morais na esfera cível, podendo ter que, no mínimo, pagar altas quantias a pessoa atingida”, explicou O’Reilly Filho.

Por conta deste ocorrido, o Ministério Público e a Polícia Civil alertam, principalmente aos jovens, a tomarem absoluta cautela no compartilhamento de fotos e vídeos íntimos. “Isso para não sofrerem o dissabor de uma divulgação indevida, bem quanto às consequências para aqueles que divulgam o material sem autorização, e igualmente para aqueles que ‘curtem’ ou comentam de forma ofensiva o material viralizado”, conclui o delegado. 

Polcia