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Polícia :: 2017-06-20 -10:56:00

Aguaí: exame de DNA comprova que sangue em carro de Juliano é de jovem assassinada


                                   Acusado tem prisão preventiva decretada

Para a Polícia Civil não há mais dúvidas sobre a autoria do assassinato da jovem Alessandra dos Santos, de 21 anos, na cidade de Aguaí.

Ela foi encontrada morta em 3 de fevereiro deste ano em um canavial naquele município e a Polícia Civil aguardava o resultado de alguns exames para fechar o inquérito.

O principal suspeito era Walmir Vaz Martins, conhecido em Aguaí como Juliano. Os indícios de que ele poderia ser o autor eram grandes e, por isso, a Polícia Civil pediu sua prisão temporária na época.

Um dos indícios eram marcas de sangue que foram encontradas no carro de Juliano, um Volkswagen Polo. Naquela ocasião exames preliminares apontavam que o sangue no carro do suspeito era humano e de uma pessoa do sexo feminino, mas não era possível afirmar que era de Alessandra.

Porém, esta semana o resultado de um exame de DNA feito no sangue encontrado no carro de Juliano comprovou que o material era mesmo da jovem assassinada, informou ao O MUNICIPIO o delegado seccional de Polícia Sebastião Mayriques.

O delegado seccional ainda revelou que não foi possível constatar se Alessandra estaria grávida, como contaram alguns familiares da vítima, pois o corpo estava em alto estado de decomposição.

Diante da prova técnica, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do acusado, o que foi decretado pela Justiça. Agora, ele terá que aguardar o julgamento na cadeia.

Juliano é bastante conhecido na cidade e tinha participação na política local. Foi, inclusive, presidente do PSDB de Aguaí, disputou eleições para vereador e ocupou cargos públicos, o que causou ainda mais surpresa na população.

PARA ENTENDER

Alessandra estava desaparecida desde o dia 19 de janeiro. A jovem foi encontrada morta em um canavial, na tarde de sexta-feira, dia 3 de fevereiro, em Aguaí.

O cadáver, já em adiantado estado de decomposição, foi encontrado por trabalhadores de um sítio que faziam manutenção no local. A Polícia Militar e a Perícia Técnica foram acionadas e o corpo levado ao IML – Instituto Médico Legal – de Mogi Guaçu.

Ela estava de vestido e calçando sandálias. As informações iniciais davam conta de que ela teria morrido por conta de tiros de arma de fogo levados na cabeça e nas pernas.

A ausência da jovem, a partir do dia 19 de janeiro, deixou os familiares preocupados. Pais, irmãos e amigos tentaram contato diversas vezes pelo celular, que estava desligado.

A família registrou boletim de ocorrência, no último dia 27 de janeiro, e uma campanha foi publicada nas redes sociais sobre o desaparecimento, rapidamente compartilhada pelos amigos.

A única informação que a família tinha é de que Alessandra iria para Analândia, distante a 75km de Aguaí, para trabalhar por três dias em um quiosque.

Como o cadáver apresentava marcas de violência, a Polícia Civil tratou o caso desde o início como homicídio.

Alessandra integrava um grupo de jovens da igreja evangélica e não tinha namorado. Filha de trabalhadores rurais, ela era a única mulher entre cinco irmãos. Gostava de jogar futebol e até defendeu a cidade em competições regionais.

Ela foi sepultada no dia 4 de fevereiro no cemitério municipal de Aguaí.

 

Polcia