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Polícia :: 2017-06-17 -11:31:00

Vargengrandense fará delação premiada


O advogado responsável por conduzir a eventual delação premiada do empresário vargengrandense Lúcio Funaro, Antonio Figueiredo Basto, disse, ao site UOL, que seu cliente “não vai escolher alvos” caso opte por colaborar com a Justiça.

“Não vamos escolher alvos e nem vamos usar o nome do presidente para conseguir uma delação. Mas, se fizermos um acordo, não vamos ter predileção”, disse o advogado.

A referência ao presidente Michel Temer foi motivada pelos rumores de que Funaro poderia revelar informações sobre o envolvimento do peemedebista com as propinas supostamente operadas pelo empresário.

Funaro é apontado como um dos principais operadores de propina do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Ele está preso desde julho de 2016, durante a deflagração da Operação Sépsis. Ele também é investigado pelas operações Greenfield e Cui Bonno?.  Até acenar em direção a uma colaboração premiada, Funaro negava todas as acusações.

Recém-contratado, Figueiredo Basto é o mesmo advogado que atuou no acordo de delação premiada do doleiro Alberto Youssef. Ele reiniciou o processo de negociação de uma eventual colaboração de Funaro com os procuradores da Operação Lava Jato, antes tocado pelo advogado Bruno Espiñera Lemos, que continua na defesa do empresário.

Figueiredo Basto virá a Brasília na semana que vem para se encontrar com Funaro. O advogado mencionou as informações divulgadas na semana passada que indicavam que Funaro teria separado um dos anexos de sua possível delação premiada apenas para falar sobre o envolvimento de Michel Temer no esquema de pagamento de propina no qual o empresário atuava.

“Não temos a intenção de desestabilizar o país apenas para conseguir uma delação. Se houver alguma coisa a revelar sobre o presidente, vamos fazer isso sob o mais absoluto sigilo e prudência”, afirmou o advogado.

A proximidade entre Funaro e Michel Temer é apontada com um dos principais atrativos para que o MPF (Ministério Público Federal) firme um acordo de delação premiada com o empresário.

Polcia