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Polícia :: 2017-05-20 -12:14:00

Ex-funcionário de cartório é acusado de desvio de dinheiro


Um ex-funcionário do 2º Tabelionato de Notas de São João da Boa Vista está sendo acusado de desviar uma quantia, relacionada a inventários, de mais de R$ 500 mil, de cerca de 60 famílias.

Após alguns meses aguardando pacientemente a devolução do dinheiro, fato que foi prometido pelo acusado em 10 de abril deste ano (através de assinatura de documento), as vítimas resolveram procurar a Polícia Civil, para registrar o boletim de ocorrência, sentindo-se lesadas com o ocorrido.

Apesar do prazo para devolver o valor ser até 17 de julho, o indiciado está há cerca de 40 dias desaparecido. A quantia que precisa ser devolvida é de R$ 542.795, mas que pode ultrapassar R$ 1 milhão por conta de correção e multa.

“O acusado nunca trabalhou comigo e sumiu. Esse ex-funcionário assumiu a responsabilidade, confessou o crime, assinou um documento, se propôs a devolver os valores, mas até agora nada. E está inacessível”, é o que afirma o novo coordenador do 2º Cartório, Diego Pereira Machado.

 POSICIONAMENTO

O tabelião, aprovado em concurso público, procurou a reportagem do O MUNICIPIO, nesta sexta-feira, 19, para relatar a atual situação dos inquéritos civil e criminal envolvendo o ex-funcionário.

Machado assumiu o Tabelionato em 15 de fevereiro de 2017. E, em seus primeiros dias de trabalho, percebeu, em razão da procura das vítimas, que dezenas de inventários deveriam ter sido concluídos na gestão anterior. “Elas nos procuraram porque já haviam feito o pagamento, mas os documentos não estavam prontos. Uns muito antigos por sinal, de 2009 até hoje”, destaca.

Apesar de não ter responsabilidade pessoal sobre os atos antes da data que assumiu o cartório, o problema acabou estourando em sua gestão. “Ao tomar conhecimento, comuniquei as autoridades com máxima urgência. Estou vendo as providências legais e todas as medidas para fazer estes inventários agora”, salienta. Polícia Civil, Ministério Público e Corregedoria do Tribunal de Justiça foram comunicados.

O tabelião diz que já fez várias propostas ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para praticar estes atos, mas ainda não conseguiu respaldo. “Tenho que ter o pagamento de verbas, repasses e impostos. E todos esses valores foram indevidamente apropriados por outra pessoa. Até agora não achamos um caminho”, explica Machado.

ATUALIDADE

O novo coordenador do 2º Cartório explica que, em sua atual gestão, um inventário não demora mais que duas semanas para ficar pronto. “Não sei por que, na gestão anterior, permitiram esse descontrole. Isso não existe mais e, realmente, essas vítimas foram prejudicadas”, detalha.

O tabelião reforça que as primeiras denúncias, antes mesmo das vítimas, partiram dele. “Tenho um dever legal e uma responsabilidade junto à cidade, o que me obriga a levar isso ao conhecimento das autoridades. Nós não omitimos nada, tanto que estamos de portas abertas à sociedade”, ressalta.

E completa: “qualquer pessoa pode ter acesso à documentação, e estamos dispostos a buscar e responsabilizar todos que praticaram esses ilícitos. Isso tem que ser apurado, mas reitero que minha preocupação é fazer esses inventários de imediato, para aliviar as situações das famílias. Infelizmente ainda não conseguimos caminho para isso”.

Com o auxílio do advogado Cléber Novo, Diego Pereira Machado está tentando recorrer a vários órgãos, para tentar solucionar o problema. “Chegamos ao ponto de ingressar um mandado de segurança. Queremos tomar uma medida de responsabilidade e transparência. Entramos, nesta semana, no Tribunal de Justiça, para ver se conseguimos fazer esses inventários. É uma medida muito difícil, mas estamos tentando de tudo”, finaliza o tabelião.

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