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Saúde :: 2017-03-08 -08:55:00

Câncer colorretal é o terceiro que mais acomete mulheres


Depois do câncer de mama e de pulmão, o câncer de colon e do reto ou colorretal, segundo dados do INCA, é o  que mais acomete mulheres – em 2016, estima-se 17.620 casos em todo o Brasil.

Em São João, segundo informações do Departamento de Saúde, há 93 casos de pacientes ostomizados – isto é, os que utilizam bolsas para ‘drenagem’ em virtude de tumores nos intestinos delgado e grosso.

“Além disso, no mês de março, temos 14 casos de pacientes com câncer de intestino em tratamento de quimioterapia no serviço credenciado e referenciado no município -- Santa Casa de Misericórdia Dona Carolina Malheiros”, revela o setor de comunicação daquele Departamento.

Para entender melhor, neste câncer os tumores estão localizados num segmento do intestino grosso (o colon) e o reto.

Março é o mês da conscientização para o câncer de colorreto e a reportagem do O MUNICIPIO entrou em contato com a médica Renata D’Alpino, oncologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, para saber outros detalhes a respeito da doença.

Renata esclarece que grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos -- lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.

“Os sinais mais frequentes são dor abdominal e mudança do hábito intestinal. É preciso, também, estar atento a constipação ou diarreia, sangue nas fezes e sensação de incapacidade de esvaziar o intestino”, descreve a oncologista, completando que a perda de peso, anemia, fadiga ou perda de apetite também são sintomas que podem estar relacionados.

Em fase inicial, o câncer colorretal pode não apresentar sintomas e para detectá-lo, a oncologista aponta dois exames principais: pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias (colonoscopia / retossigmoidoscopia).

“A colonoscopia é considerada a melhor, por permitir ao médico visualizar a parte interna do intestino grosso, onde geralmente nascem os tumores; caso o médico perceba uma lesão, prontamente realiza uma biópsia, para determinar se é maligna ou não”, acentua ela.

Nos casos em que o câncer já se espalhou, Renata aconselha a fazer o teste com o biomarcador RAS, que pode ajudar a escolher o tratamento mais apropriado, como parte de um plano de tratamento personalizado do paciente.

O perfil mais propenso, segundo a médica, são pessoas com mais de 50 anos, histórico familiar de câncer colorretal, história pessoal da doença (já ter tido câncer de ovário, útero ou mama, por exemplo), além de obesidade e inatividade física.

“A prática de exercício físico regular e uma dieta rica em fibras, com alimentos como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, grãos e sementes ajuda a preveni-lo; e é importante evitar bebidas alcoólicas, carnes processadas e quantidades acima de 300 gramas de carne vermelha por semana”, finaliza. 

Sade