Bem vindo
Notice: Undefined index: usuarioNome in /home/omunici/public_html/view/topo.php on line 39

Sair


Esqueci minha senha






Saúde :: 2017-02-27 -10:00:00

Engravidar após os 35 anos requer observação e cuidado


A gravidez tardia é recorrente nos dias atuais. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que, em 2015, 30,8% das mulheres engravidaram entre 30 e 39 anos, bem como que a gravidez entre os 40 e 44 anos aumentou cerca de 20% na última década. 
Porém, para o relógio biológico feminino, a idade pode ser empecilho. 
A médica ginecologista e obstetra Ana Paula Carvalho, que atende junto à  Santa Casa de Misericórdia ‘Dona Carolina Malheiros’, acentua que a atual realidade da gestação tardia está associada ao melhor nível socioeconômico, educacional, adiamento do casamento e menor paridade -- antigamente, a expectativa de vida girava em torno dos 45 - 50 anos, as mulheres casavam cedo e tinham filhos logo, mas hoje é comum chegar até os 90. 
Outro fator importante que a médica ressalta é que a mulher atual estabeleceu prioridades além de casar e ter filhos, postergando a maternidade
“Diante dessa nova realidade, as experiências mostram que a faixa etária para a primeira gravidez ser considerada de risco é após os 35 anos, uma vez que a probabilidade de conceber um filho com síndrome de Down (um dos maiores problemas na idade avançada) e do procedimento invasivo para fazer o diagnóstico é de um em cada 300 casos”, justifica.
A ginecologista também destaca que as principais complicações maternas da gestação em idade igual ou superior a 35 anos são hipertensão arterial, diabetes, maior número de partos operatórios, de trabalho de parto prematuro, placenta prévia e amniorrexe prematura, além do abortamento.
“Outro problema de adiar muito a gravidez é conseguir engravidar, pois a fertilidade feminina começa a cair por volta dos 25 anos e tem declínio importante após os 35”, completa Ana Paula.
A médica frisa, ainda, que o ideal é começar o pré-natal  antes da concepção. 
“Nesse momento, é importante fazer exames laboratoriais de rotina, uma avaliação clínica e, se tudo estiver bem, recomenda-se que tome ácido fólico, para diminuir o risco de malformação do sistema nervoso central do bebê”, conclui a ginecologista, finalizando que a gravidez tardia requer cuidado obstétrico rigoroso.
 
Acompanhamento  garante uma gravidez
feliz, mesmo após os 35
Segundo a médica ginecologista e obstetra Ana Paula Carvalho, é muito importante a mulher procurar o médico assim que a menstruação atrasar, pois gestantes acima de 35 anos são mais sujeitas a abortamento. 
“Uma vez confirmada a gravidez, a mulher faz um exame de ultrassom para verificar se o embrião está dentro do útero e se a gestação é única ou múltipla; mulheres acima dos 35 estão mais propensas a ter gêmeos e trigêmeos. Esse exame permite também diagnosticar a gestação anembrionada, com desenvolvimento do saco gestacional, mas sem formar o embrião”, descreve ela.
Ana Paula continua que, na sequência, são marcados retornos mensais para o acompanhamento pré-natal e, entre a 11ª e a 13ª semana de gravidez, a gestante passa por um exame de translucência nucal (TN).
“Tal exame permite determinar a medida na área da nuca do feto que, aumentada, pode sugerir o risco de doença cromossômica como a síndrome de Down. Se os valores estiverem normais, o risco que na mulher de 35 anos era de um caso em 300 nascimentos, cai para um caso em cinco mil, o que nos tranquiliza muito”, observa a médica.
Por volta da 20ª, 24ª semana de gestação, é feito o ultrassom morfológico, exame mais completo que possibilita ver vários órgãos internos, contar os dedinhos das mãos e dos pés e verificar se existem alterações cardíacas ou do sistema nervoso central. 
“Até os sete meses de gestação, as consultas são mensais; no 7º e 8º mês, passam a ser quinzenais e daí em diante, até a hora do parto, semanais. Isso para a gestação sem problemas pois, se a gestante tiver diabetes ou hipertensão, por exemplo, as consultas precisam ser mais amiúde”, Ana Paula acentua.
Numa gravidez, de acordo com a médica, o risco de complicações é o mesmo, sendo primeiro filho ou não mas, na hora do parto, quem já foi mãe terá riscos menores, pois já se sabe como ela reage a uma cesárea.
“O acompanhamento pós parto depende das condições da gestação e do parto”, diz.
 
 
Sade