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Região :: 2017-02-10 -17:22:00

Emílio Bizon, ex-prefeito da Grama, é preso em Operação do Gaeco


 

O ex-prefeito de São Sebastião da Grama, Emílio Bizon Neto, foi preso na manhã desta sexta-feira (10) durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil. Outras três pessoas, sendo dois ex-tesoureiros e um ex-contador da prefeitura, também foram presas.

Segundo a Polícia Civil, as prisões tem relação com uma ação proposta pelo Ministério Público que apurou o desvio de cerca de R$ 5 milhões dos cofres públicos durante a gestão de Bizon Neto, entre 2008 e 2012.

Entenda o caso

O caso veio à tona em 2014, quando um vídeo postado na internet trazia o áudio de um servidor de São Sebastião da Grama narrando um possível esquema de corrupção na Prefeitura da cidade durante a gestão do ex-prefeito Emílio Bizon Neto.

O servidor revelou que vereadores que eram aliados de Emílio recebiam dinheiro, uma espécie de mensalão que variava em torno de R$ 5 mil por mês.

Ele também disse dinheiro sacado no banco era levado por ele ou para o gabinete do prefeito ou para a casa de Emílio Bizon.

As denúncias eram inúmeras e contadas em um vídeo de cerca de 1h20.

Naquela ocasião, O MUNICIPIO entrou em contato com o promotor de justiça de São Sebastião da Grama, Marcelo Sperandio Felipe, o qual confirmou a existência de ações e inquéritos sobre um esquema de corrupção em São Sebastião da Grama.

Segundo o promotor, o ex-prefeito Emilio Bizon Neto, o contador da Prefeitura Carlos Roberto Garcia Patrocínio e o tesoureiro Aliomar Mapelli formam a “cabeça” do esquema que desviou, segundo ele, milhões de reais. O representante do MP diz que o vídeo é apenas mais um material constante nos processos e afirma que todas as ações propostas e inquéritos em andamento estão baseados em documentos. “O vídeo reforça o esquema. Um grande esquema”.

Uma das ações distribuídas, explica Marcelo, recai sobre Emílio, Carlos e Aliomar e trata de um saque na boca do caixa no valor de R$ 2.780.000,00. “São vários saques feitos do final de 2010 até o final de 2012 e já tem ações distribuídas. Tem outros inquéritos analisando outros cheques e fatos”, conta o promotor.

Outras ações também distribuídas envolvem casos de contratação irregular de serviços e pagamento de contas pessoais com dinheiro da Prefeitura. Neste último caso, o MP diz que o contador Carlos Roberto é quem pagava as contas, mas ele tinha acesso e utilizava as senhas do ex-prefeito Emílio Bizon e do tesoureiro Aliomar. Cerca de R$ 186 mil teriam sido usados para o pagamento destas contas.

Outras pessoas que faziam parte do possível esquema de corrupção também estão sendo investigadas e por enquanto não há condenações.

O promotor de justiça disse, em 2014, que as ações já distribuídas contra os líderes do possível esquema pedem a condenação dos réus por improbidade administrativa. As penalidades, caso condenados, são a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, reparação do dano, perda dos bens acrescidos ilicitamente e proibição de contratação pelo poder público.

Na esfera criminal eles poderão responder, no caso de Carlos e Aliomar, por peculato, crime que prevê pena de 2 a 12 anos de prisão.

Já Emílio Bizon na esfera penal poderá a ser condenado, caso as denúncias sejam comprovadas, por crime cometido por prefeito.

Na época, o promotor ainda analisava as provas para dizer se houve formação de quadrilha.

Vídeo

O vídeo que vazou na internet causou surpresa e ao mesmo tempo revoltou muitas pessoas. Quem faz todas as revelações na gravação, diz o promotor, é o contador Carlos Roberto, o qual chega a dizer que foi ameaçado de morte caso tornasse o esquema público.

O contador detalha que o dinheiro para pagamento de pessoas antes de 2011 era feito através de notas do transporte. Ele ainda cita que São Sebastião da Grama era a cidade da região que mais recebia verba para o transporte escolar, pois eles alegavam que 90% das crianças eram da zona rural, fato que ele mesmo desmente na gravação. “A gente colocava que 90% dos nossos alunos moravam na zona rural, e isso não existia”.

Carlos Roberto faz diversas outras “revelações”, como compra de um transformador pago duas vezes, disse que Emílio Bizon colocava os bens adquiridos em nome da empresa de um cunhado, disse que construtoras pagavam ‘bolas’, entre outras.

Versão do ex-prefeito

O MUNICIPIO conversou com Emílio Bizon, em 2014, e o político afirmava ser inocente.

Ele disse que Carlos fez as revelações na gravação através de cárcere privado e com muita pressão. “Descobriram coisas que ele fez de errado e ai ele começa a inventar tudo aquilo. Eles são minha oposição”, disse Emílio.

Emílio se defende dizendo que todos os cheques estão com sua assinatura falsificada e que a senha particular dele foi usada pelo contador sem o seu conhecimento.

“Eu vou ser acusado de uma coisa que eu não fiz. Eu já coloquei minhas contas e da minha família à disposição. Temos o direito de falar a verdade”.

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