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Política :: 2016-12-10 -10:00:00

Paulo Teixeira crê em eleições diretas para salvar o Brasil


Na manhã desta sexta-feira (9), o deputado federal Paulo Teixeira (PT) esteve na redação do O MUNICIPIO e falou sobres o que espera do Brasil e do Partido dos Trabalhadores em 2017.
Para o parlamentar, existem duas variáveis operando com muita força no Brasil. Uma, segundo ele, é a recessão econômica, variável que acredita ser de difícil superação. 
“Sou da opinião que o Brasil precisava ter um plano de obras, de investimentos públicos, exatamente ao contrário do que o governo está fazendo. Você teria que discutir se é possível, juridicamente, pegar uma parte dessas reservas e fazer um plano de obras públicas, de investimentos públicos, de infraestrutura e de concessões que pudesses ativar a economia”, aponta.  
E ao mesmo tempo, diz o deputado, fazer uma mudança na Lei Anticorrupção que permitisse uma leniência das empresas envolvidas com corrupção. 
“Nos Estados Unidos, por exemplo, se afasta os dirigentes, apura qual o valor do prejuízo e faz um plano de devolução, de reparação, de integridade e a vida continua. No Brasil nós estamos com todas com as grandes empresas da área de infraestrutura de petróleo e gás paralisadas há 3 anos. A nossa Lei Anticorrupção não tem essa agilidade. Então você faz com que o Judiciário brasileiro paralise as grandes empresas de infraestrutura”, explica.
Paulo Teixeira conta que as áreas de petróleo e gás representam 17% do PIB e diz que ao paralisar as principais empresas deste ramo uma parte importante do PIB é afetada. “E exatamente na área que gera emprego, que é construção civil”.
Em resumo, o deputado acredita que três ações precisariam ser feitas: um plano de infraestrutura, um plano de concessões e um programa de leniência para as empresas envolvidas em corrupção. “Essas três coisas com foco no emprego da população. Proteger o emprego”.
 
Instabilidade e eleições diretas
Paulo Teixeira diz que o momento é delicado e que o afastamento de uma presidente eleita gerou um grau de instabilidade fenomenal. “O discursos para retirá-la era o da estabilidade e como retirou sem os requisitos constitucionais você gerou uma instabilidade. Com seis meses de vida o governo já trocou seis ministros. Agora tem outro na mira e creio que quando revelar a delação premiada da Odebrecht vai contaminar o restante do governo”.
Para o parlamentar, é necessário um pacto nacional que gere uma mudança constitucional que possa prever eleições diretas nos dois últimos anos de governo. 
“É um governo sem condições de comandar o Brasil neste momento com tantos desafios. A demonstração mais cabal dessa incapacidade é a proposta de Reforma da Previdência. Eles já estão mal com quem não está trabalhando e, agora, vão ficar mal com quem está trabalhando”.
Paulo Teixeira diz que toda Reforma Previdenciária é importante, mas que existem alguns pressupostos. “O primeiro é diálogo e não ouve. O segundo é transição e não ouve. E terceiro é os sacrifícios serem corretamente distribuídos e foi igualmente”, detalha.
Ele ressalta que os mais afetados a reforma serão os trabalham mais duro, mais tempo e que ganham menos. “Ao vincular os homens e as mulheres a idade mínima é desconhecer o Brasil. As mulheres mais pobres têm tripla jornada de trabalho e ainda são chefes de família. Quando diz que todos trabalhadores vão ter idade mínima de 65 anos é tratar os desiguais igualmente. É uma reforma que tem características autoritárias e injustas. Uma reforma da previdência como essa só pode fazer quem não discutiu com o povo”, aponta. 
Para ele, é preciso tratar de forma diferente aqueles em situações mais difíceis, que trabalham mais pesado e há mais tempo, daqueles trabalhadores intelectuais. 
Portanto, o deputado acredita que diante de tanta instabilidade e insatisfação a população não suportará que um Congresso, desmoralizado segundo ele, promova uma escolha de um presidente indiretamente. 
“O melhor jeito é uma concertação com uma mudança constitucional que preveja eleição no terceiro ano e a partir dessa concertação promovermos uma eleição direta. O Fernando Henrique recentemente defendeu essa saída e por isso que estou dizendo que tem que ter uma solução concertada entre oposição e situação”.
“Diante dessas guerras institucionais precisamos pacificar o Brasil com dois objetivos muitos singelos: ter instabilidade e ter emprego. Estamos tendo instabilidade e afetando a vida do cidadão comum, das pessoas. Eu gostaria de um 2017 melhor que 2016, pois esse foi muito ruim”.
 
PT precisa assumir seus erros e se reciclar
Questionado quais serão os passos do Partido dos Trabalhadores daqui para frente, Paulo Teixeira faz uma avaliação da sigla. “O PT fez muita coisa boa. Mas o PT não fez as reformas que o Brasil carecia e ai tomou do mesmo veneno que os outros partidos brasileiros tinham tomado e que o PT dizia que não podia fazer. Nós tínhamos uma pregação de que não pode e fizemos. Nos empapuçamos no sistema político brasileiro com financiamento privado, de campanha caras, relações com empresas indevidas”.
Agora, o deputado afirma que o partido precisa fazer uma autocritica e pedir desculpas ao povo brasileiro pelos seus erros. 
Por fim, o parlamentar fala em reciclagem e lembra que o PT é um partido que surgiu na velha sociedade industrial. “Essa é uma nova sociedade, do conhecimento, da economia digital. Se o PT se reciclar, manter aqueles princípios da boa politica que nortearam a sua fundação ele pode dar uma nova contribuição para a sociedade. Sem achar que ele é o partido hegemonista, tem que dialogar com os demais partidos. Eu torço pra que aconteça esse cenário”.      
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