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Saúde :: 2016-12-07 -08:32:00

Nova terapia para Hepatite C já está disponível na Saúde


 

Uma nova terapia para portadores da hepatite C tem tido eficácia acima de 90% e a reportagem do O MUNICIPIO conversou com Marco Aurélio Avesani Junior, médico autorizador de medicamentos excepcionais - medex, no Departamento Regional de Saúde- DRS – São João.

Marco Aurélio esclarece que o medicamento depende do tipo de genótipo, pois existem três e estes genótipos é que determinam qual a hepatite em questão.

“Dependendo do genótipo, que é o da hepatite C, há um tipo de tratamento com esses novos medicamentos”, diz o médico.

Em relação a zerar o vírus da hepatite C, Marco Aurélio explica que, num primeiro momento, o paciente realiza o exame PCR, que aponta o índice da carga viral, ou seja, o tanto de vírus circulante no sangue do indivíduo.

“Após os especialistas nos mandarem esse processo, se inicia o tratamento que pode ser de 12 semanas, alguns de 24 semanas e tem zerado a carga viral nesse período, na grande maioria dos casos, com uma eficácia de acima de 90%; não é cura mas é zerar a carga viral”, pontua o médico.

Marco Aurélio acrescenta que, ao zerar a carga viral, subentende-se que não existe mais vírus circulando, porém não se sabe se, futuramente, o paciente poderá ter um retorno de algum vírus no organismo.

O médico enfatiza que esses medicamentos são um avanço para a medicina, considerando que a população de portadores da hepatite C cresceu bastante nos últimos anos, num perfil de adultos jovens e de meia idade, que ainda estão no mercado de trabalho e a doença prejudica não só a vida mas a própria população e a sociedade em si.

“É uma terapia que, nos últimos dois anos, vem sendo implantada pelo Ministério da Saúde; esse é um remédio gratuito, dado à população mediante a passagem pelos especialistas que nos encaminham esses processos”, comenta Marco Aurélio.

Existe uma fila de espera, pela própria demanda que aumentou e pelos custos dessa nova terapia, logo a liberação dos medicamentos tem de ser muito criteriosa e bem cronometrada em questão de dosagem e tamanho da carga viral.

“O importante é saber que existe o tratamento, pois a hepatite é uma doença infecciosa que, não tratada, pode matar; a chance de óbito é muito grande pois a hepatite C acarreta a cirrose, que é a destruição do parênquima da célula do fígado e sem fígado, ninguém vive”, finaliza.

Hepatite C é uma doença viral que leva à inflamação do fígado e raramente desperta sintomas.

Um dos três tipos mais comuns de hepatite, a C é considerada a pior delas, a maioria das pessoas não sabe que tem a doença e a descobre apenas em exames de rotina ou quando aparecem os sintomas de doença avançada do fígado, o que normalmente demora.

 

Como pacientes podem ter acesso a esses medicamentos

Ziguara Marilia Barbosa Carvalho é diretora do núcleo de assistência farmacêutica do DRS de São João da Boa Vista e salienta que, para as pessoas terem acesso a esta medicação, devem procurar o farmacêutico do município, com a devida documentação já preenchida pelo médico, normalmente infectologista.

“Essa documentação tem uma série de exames, de exigências no protocolo e o médico tem que segui-lo à risca, inclusive com a duração do tratamento, que vai variar de acordo com o genótipo”, diz Ziguara.

Em seguida, a solicitação passa pelo médico autorizador e posteriormente, é liberado o medicamento para o farmacêutico do município, para que o paciente o retire em sua cidade.

O DRS São João engloba 20 municípios, inclusive Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Itapira.

“A procura por este tratamento foi muito grande, acho que no Brasil inteiro, principalmente no Estado de São Paulo e creio que nem o Ministério da Saúde esperava que a demanda fosse tão grande; isso gerou um certo atraso na entrega dos medicamentos”, comenta Ziguara, se referindo à época inicial desta terapia.

Contudo, a diretora do núcleo de assistência farmacêutica revela que esse atraso na entrega do medicamento já está se normalizando.

“O tratamento é direcionado para o paciente, não pode ser interrompido, então chega nominalmente, na quantidade exata e a entrega é mensal, para não ter problemas de armazenamento e preservar a qualidade do medicamento; a cada 28 dias, o paciente retira na sede do DRS ou no município de residência dele”, pontua Ziguara.

As reações adversas são muito poucas e a diretora recomenda que o paciente siga tudo corretamente, pois as chances de negativar são grandes.

Qualquer dúvida, basta procurar por Ziguara ou por um farmacêutico no DRS, que está localizado em São João, à rua Dr. Teófilo Ribeiro Andrade, nº 869, em horário comercial. 

Sade