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Região :: 2016-12-03 -10:00:00

Prefeito eleito de Aguaí quer criar um hospital municipal


 
 
Alexandre Araújo, eleito em Aguaí com 13.343 votos (76,91%), visitou a redação do O MUNICIPIO na última quarta-feira.

Conhecido como “Nê”, o futuro prefeito demonstra bastante conhecimento da cidade e possui um currículo que impressiona. Nascido em Campinas, mudou-se com a família para Aguaí ainda criança, onde viveu e estudou.

Formado em Administração pela PUC-Campinas, Alexandre passou em concurso do Banco do Brasil, sendo gerente da superintendência regional em Campinas e na superintendência estadual, em São Paulo.

Em 2003 é emprestado ao Governo do Estado de São Paulo. Lá foi chefe de gabinete do Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal), chefe de gabinete da Secretaria de Gestão da Prefeitura de São Paulo, chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Gestão, diretor geral do Poupatempo, diretor de gestão de negócios da Imprensa Oficial do Governo do Estado e, até junho deste ano, ocupou o cargo de Secretário de Estado Adjunto da Secretária de Planejamento do Governo de São Paulo.

Com esta experiência toda que Alexandre Araújo assumirá a cidade de Aguaí em janeiro de 2017. Questionado sobre o que o levou a ser candidato a prefeito, ele afirma que é o momento político delicado que a cidade vinha passando. “Era um momento de renovação do processo político, momento em que nenhum dos ex-prefeitos disputariam a eleição. Eu achei que esse era o momento de prestar um serviço para minha cidade. A gente tem que se colocar à disposição, acho que tenho um pouco para dar, uma contrapartida do que a cidade já me deu”, diz.

Sobre suas prioridades, o futuro prefeito é enfático: quer resolver o problema da saúde. “A Santa Casa foi fechada há quase quatro anos. Na minha opinião existiam outras alternativas que não a extinção da Irmandade. A saúde é nosso principal desafio”, revela.

Alexandre levantou que mais de 6 mil aguaianos por mês são transportados para cidades da região em busca de atendimento médico. Então, seu objetivo é criar um hospital municipal. “Se for para bancar uma entidade onde a gente não teria responsabilidade total sobre ela, ideal é montar um hospital municipal e não reativar a Santa Casa”.

O prefeito eleito diz que o sistema de saúde de Aguaí está totalmente desestruturado. “A Saúde da Família tem equipes insuficientes e funciona inadequadamente, atende menos do que deveria. Então, a ideia é iniciar pelo processo de estruturação da Saúde da Família, organizar as referências e ai culminar com um pequeno hospital, de baixa complexidade. Tem estrutura física para isso”.

Alexandre já tem o projeto pronto e conta que sabe de onde quer partir e onde quer chegar. “Sabemos que é um desafio extraordinário, mas é possível. Temos bons profissionais, temos médicos, enfermeiros, profissionais da saúde. Precisa de organização, otimização do uso dos recursos”, garante.

 

Situação

econômica

Alexandre Araújo diz que a situação econômica de Aguaí não é uma tragédia, mas que passa pelos mesmos problemas que o país enfrenta hoje. “Tem dívidas, mas nada insolúvel. A gente não tem os números fechados, mas não deve sair com déficit tão alto. Não é algo, acredito, que inviabiliza a cidade, mas vai fazer com que em janeiro já tenhamos restrição fiscal, reduzindo a execução orçamentária para poder organizar as finanças da cidade”.

Porém, Alexandre afirma que toda esta situação é mais em consequência pela redução da receita do que má gestão. “O Tião sempre foi um administrador de cautela, ele conseguiu puxar as rédeas das finanças lá”.

 

Projeto Regional

Alexandre Araújo acredita que o desenvolvimento de Aguai passa pelo desenvolvimento da região. “Não dá para gente olhar só pra dentro e achar que vai resolver os problemas da cidade. A minha intenção é já no início do mandato ir cuidando da lição de casa e, ao mesmo tempo, ir tentando participar desse processo de articulação regional focado em desenvolvimento econômico e social”, explica.

O futuro prefeito de Aguaí lembra que no passado já houve uma articulação maior da região. “Eu me lembro, quando era vereador, que a região era muito mais ativa do ponto de vista político. Havia um movimento regional forte. Essas infraestruturas que conseguimos na década de 90 é porque tínhamos uma região bem articulada. Acho que está na hora de assumirmos de novo esse papel de protagonismo no estado”.

Alexandre ressalta que esta é uma região muito forte. “Esses 16 municípios estão no cone mais rico do país. Precisamos ter uma atuação mais presente nas discussões de desenvolvimento”.

Ele, inclusive, cita algumas regiões que possuem associações de municípios estruturadas e atuantes. “A minha ideia é lançar para os prefeitos essa discussão. Como podemos nos organizar, enquanto associação de municípios focada no desenvolvimento regional? Quais são nossas demandas em comum para ganhar mais força junto aos governos? Como que a gente se coloca nesse cenário com demandas comuns e regionais? Essa discussão eu tenho o desejo de provocar. É necessária uma articulação nesse sentido”.

A questão do lixo, por exemplo, Alexandre acredita que pode ter uma solução regional. “Já tem regiões transformando 100% do lixo orgânico em adubo. Tem região já gerando energia com a queima do lixo. Tem que pensar em uma solução enquanto região”.

 

Esgoto

Aguaí, hoje, possui apenas 60% do seu esgoto coletado e tratado. Mas, os outros 40% Alexandre acredita que está perto de resolver. “A gente tem um projeto. Tem uma empresa que tem uma estação de tratamento de esgoto dentro de Aguaí que está inativa e que teria condições de receber esses 40%. Ai faz 100% do tratamento de esgoto”, explica.

 

Emprego

O emprego é um dos problemas graves da cidade de Aguaí, conta o prefeito eleito. Mas, a principal causa, aponta Alexandre, é a falta de mão de obra qualificada.

“Ontem eu passei a tarde discutindo vocação na Etec. Não adianta ter formação e não atender a demanda”, diz. Na Unilever, conta o prefeito, os aguainos estão nas funções menos nobres exatamente por não terem qualificação profissional.

“Estou discutindo formar mão de obra de acordo com o perfil das plantas industriais que tem lá. Qual a formação que essas empresas precisam e já estamos discutindo com o Senai para começar ano que vem”.

 

Trem Turístico

Quando perguntado sobre uma possível reativação do Trem Turístico entre Aguaí, São João e Prata, Alexandre surpreende e revela que já tem o projeto pronto. “Tenho até as composições. Fiz um projeto junto com a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária para buscarmos incentivo fiscal pra ajudar a financiar. Mas, tenho que discutir com São João e Prata como faríamos a parceria. Do ponto de vista técnico eu tenho a solução”.   

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