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Política :: 2016-07-18 -19:03:00

Sanjoanense não costuma se lembrar em quem votou para vereador

Sociólogo explica que isso ainda ocorre, pois o voto para vereador não é encarado como um voto de convicção

Por Wesley Colpani


Faltando pouco mais de dois meses para o pleito eleitoral e a menos de um mês para o início da campanha, O MUNICIPIO foi às ruas e fez a 50 sanjoanenses as seguintes perguntas: Você se lembra em qual candidato a vereador votou na última eleição, em 2012? Se sim, caso ele (a) seja candidato (a) novamente este ano, pretende votar nele (a) novamente?

Diante das perguntas, um dado chama a atenção: a porcentagem dos que não se lembram em quem votaram. 60% dos entrevistados responderam não se recordar em qual candidato ao Legislativo sanjoanense tinham votado em 2012. Outros 34% afirmaram se lembrar em quem votaram e 6% disseram ter anulado o voto.

Destes 34% que se recordam qual candidato votaram, 41.17% afirmaram que, caso o mesmo concorra mais uma vez, votariam novamente no pleito deste ano. Outros 47.05% disseram que vão mudar o voto e 11.76% ainda estão indecisos sobre quem escolher.

O sociólogo Marcos Rehder Batista explica que é natural a grande maioria não se lembrar de qual candidato escolheu, pois, devido a ‘cultura do jeitinho’, o voto para vereador ainda não é encarado como um voto de convicção ou liderança. As pessoas ainda procuram escolher aquele que pode trazer alguma vantagem pessoal e não alguém que possa resolver algo no sistema público.

“Muitos ainda não visam o que aquele candidato propõe, um determinado projeto ou que se colocou de uma forma consistente e crítica a alguma situação pública. Isso é horrível, uma deformidade do nosso processo eleitoral, exatamente o oposto do que deveria ser, mas é um costume muito presente em algumas democracias modernas”, salienta o sociólogo.

Marcos ainda destaca que as redes sociais, embora já tenham desenvolvido papéis importantes na última eleição, podem ser um grande aliado no combate a ‘cultura do jeitinho’.

“A partir de 2013 o fator redes sociais acabou tomando a sociedade brasileira; hoje o brasileiro é um dos maiores usuários de redes sociais. Com isso, por meio delas, existe uma tendência de construção coletiva, ou seja, quando você tem um voto, orientado pelo que a pessoa observa nas redes sociais, esse voto passa ser pautado em manifestações públicas ou de liderança política. Isso é uma transformação, pois, antes, a pessoa votaria em alguém que poderia lhe conseguir algum favor, acaba votando pela opinião pública ou por gostar de um determinado candidato”, ressalta ele.

Questionado sobre o por quê muitos eleitores que se lembram em quem votou, mas optam em mudar seu voto pleito seguinte, ele justifica que elas mudam por se trata de um voto de convicção.

“Isso geralmente acontece pois, quem se lembra, muitas vezes acaba se decepcionando. Aquele foi um voto pautado no que o candidato defendia durante a campanha. Porém, quando este se elege, a atitude dele não corresponde ao que defendia. Eu vejo isso como um ótimo sinal. Significa que a pessoa vê um descolamento do que o candidato defendia e o que o vereador fez. O eleitor está observando a postura do vereador. Ou seja, foge a escolha a partir da esfera íntima, o que é ótimo para a democracia”, argumenta Marcos.

ELEIÇÕES

As campanhas eleitorais têm início oficialmente no dia 16 de agosto. Os candidatos ao poder Legislativo e Executivo terão 45 dias para trabalhar nelas, já que as eleições que definirão prefeitos e vereadores de cada município acontecem em 2 de outubro.

 

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