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Política :: 2016-04-14 -17:01:00

Prefeito de Águas da Prata tem pedido cassação adiado

Juiz concedeu liminar favorável ao chefe do executivo. Sessão estava marcada para ocorrer no próximo dia 19

Por Wesley Colpani


Produtos que foram apreendidos com vereador Marola. (Foto: Arquivo Pessoal)

 

O vereador Fábio Ferraz de Campos (PV), relator da Comissão de Investigação e Processante (CIP), que avalia a cassação do Prefeito de Águas da Prata, Samuel da Silva Binati (PSC) e dos vereadores, João Aparecido do Santos (PSC) e Ângelo Roberto de Oliveira (PMDB), informou, nesta quinta-feira (14), que o prefeito apresentou uma liminar judicial, assinada pelo juiz Heitor Siqueira Pinheiro, durante sua defesa.

O documento suspende, por 15 dias, que ocorra a votação da cassação.  A sessão estava marcada para acontecer na Câmara Municipal na próxima terça, dia 19.

A Comissão, que ainda conta com o vereador Luiz Alberto Teixeira Ferreira (PV) [Presidente] e com a vereadora Fátima Regina Chiarella (PSDB) [membro], trabalhou por 70 dias e ouviu mais de 30 pessoas, concluindo que essas ações tinham o objetivo de favorecer a imagem dos vereadores em seus bairros. E o prefeito, mesmo tendo conhecimento da ilegalidade, autorizou as ações.

Ainda conforme a CIP, nota-se que Marola - João Aparecido do Santos - e o prefeito, que pertencem ao mesmo partido [PSC], foram os dois mais votados na cidade após esses atos.  

O relator ainda disse que, durante as investigações da Comissão, foi constatado que a retirada de merenda escolar por Marola e Ângelo já ocorriam há cinco anos.

A Comissão declarou que irá entrar com recurso contra a liminar dentro dos próximos 15 dias.

Casos os três venham a ser cassados, o vice-prefeito, Francisco Lima (PSDB), e os suplentes, Reginaldo Gaspar Dias (PSC) e Luís Miguel Rodrigues (PMDB), assumem os postos dos investigados.

O CASO

Em setembro do ano passado, a advogada Elisa Brancato passava em frente uma escola, justamente no momento em que o vereador Marola, saia do local carregando uma caixa e sacola e colocando no carro.

Desconfiada, já que existia uma série de denuncias em que vereadores estariam pegando produtos alimentícios da merenda escolar, a advogada desceu do carro e tentou abordar o edil, mas o mesmo acabou evadindo do local.

A Polícia foi chamada e todos foram à delegacia. Com Marola foram apreendidos 13 kg de frango, meia dúzia de molho de tomate, 12 litros de suco e 10 kg de açúcar.

Na delegacia o vereador afirmou que era uma doação para a Pastoral da Criança, do bairro Cascata, e que a retirada da merenda ocorria há cinco anos com a autorização do prefeito municipal.

Na época foi registrado um boletim de ocorrência e o vereador foi liberado.

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