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Saúde :: 2015-12-28 -11:30:00

Sono excessivo pode ser indício de distúrbio em seu metabolismo

Muitos confundem com depressão, mas endocrinologista esclarece outras causas ocultas neste sintoma

Por Daniela Prado


Atualmente, muitas pessoas se queixam de um sono constante, que nunca passa por completo e, em alguns casos, prejudica a capacidade de concentração.

Quando se fala em sono, logo vem a ideia de depressão, mas há outras desordens  que o organismo “responde” com a sensação de sono.

O endocrinologista Júlio César Salles Santos, que atende em São João, à Clínica Avesani, esclareceu algumas questões à reportagem do O MUNICIPIO.

SONO x FUNÇÕES METABÓLICAS

Júlio aponta que o sono restabelece as funções metabólicas e hormonais de nosso organismo, sendo imprescindível ao bom funcionamento do corpo e sistema imunológico. “Nosso corpo tem um relógio biológico próprio e, durante o sono, alguns hormônios como GH, por exemplo, hormônio do crescimento, são liberados e outros, como o cortisol, suprimidos; o cortisol,cronicamente elevado, pode causar diabetes, diminuição da imunidade”, completa.

PRINCIPAIS PROBLEMAS

Segundo o endocrinologista, dentre os principais problemas que a falta de sono pode acarretar estão a perda cognitiva ou diminuição da capacidade de aprendizagem, sonolência diurna, depressão, obesidade e síndrome da fadiga crônica. “A longo prazo, dormir mal traz consequências como aumento do risco de obesidade, diabetes, depressão e hipertensão arterial”, ressalta Júlio.

Ele também cita aumento do risco de morte por doença cardiovascular, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.

BENEFÍCIOS DE UM BOM SONO

Do ponto de vista endocrinológico, Júlio enfatiza que o sono é essencial para produção e supressão de vários hormônios, contribuindo assim para o perfeito funcionamento do sistema endócrino, além de atuar na consolidação da memória e aprendizagem e na reparação de tecidos. “Cada organismo é único, cada um com sua necessidade específica, mas é fato que, à medida em que a idade aumenta, a necessidade de sono diminui”, observa o endocrinologista.

Júlio pondera que, em geral, a média “ideal” de horas de sono por pessoa varia entre 6 e 8 horas por noite.

PARA TRATAR O PROBLEMA

Sobre os principais distúrbios de sono, o endocrinologista recomenda que há basicamente 3 grandes grupos de problemas relacionados, que são a sonolência excessiva, a insônia e comportamentos anormais durante o sono. “O ideal é procurar um médico para diagnosticar qual o problema e, assim, instituir o tratamento adequado”, analisa Júlio.

De acordo com ele, há algumas medidas que podem facilmente ser seguidas e ajudam a ter uma melhor qualidade de sono. “Ter horários regulares para dormir e acordar, ir para cama somente na hora de dormir, não ingerir cafeína, nicotina ou álcool antes de dormir, fazer refeições leves e, principalmente, não levar problemas para cama”, finaliza Júlio.

Sade