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Saúde :: 2015-12-18 -14:42:00

Frequência em piscinas pode ocasionar otite externa

Otorrino explica que nesta época do ano, este problema é comum e está associado ao contato com a água

Por Daniela Prado


Clima quente sempre vem acompanhado daquela vontade – ou necessidade – de ir à piscina. É uma época em que a frequência das pessoas em piscinas públicas aumenta sensivelmente, até pelo horário de verão possibilitar a ida à elas depois do trabalho.

Contudo, as pessoas que pensam em se refrescar e se divertir, às vezes, se esquecem de um detalhe – proteger os ouvidos, que também são suscetíveis a infecções.

De acordo com o médico otorrino Douglas Moretti, a otite externa é um destes problemas comuns no verão, e que acomete as pessoas que utilizam muito as piscinas. “Toda infecção do ouvido é chamada de otite, sendo que a externa acomete a região da orelha externa, revestida por pele e constituída pelo pavilhão auricular e o conduto auditivo externo, que  termina  na membrana chamada tímpano”, diz o otorrino.

Douglas enfatiza que a função da orelha externa é localizar a fonte sonora, amplificá-la e levá-la até a segunda região, a orelha média, onde se localiza a tuba auditiva ou trompa de Eustáquio, que estabelece ligação com o nariz.

CAUSAS E SINTOMAS 

Segundo ele, a causa mais comum desse tipo de otite é a infecção por bactérias e fungos. “Na maior parte das vezes, esses micro-organismos penetram através de lesões na pele que recobre a orelha externa, e são provocadas por objetos como cotonetes e grampos, por atritos ao coçar ou secar o ouvido e pelo contato com água contaminada – do mar, da  piscina ou banhos”, ressalta Douglas.

O otorrino frisa ainda que o contato frequente com a água pode facilitar a remoção da cera que serve de proteção para o canal auditivo, daí a otite externa também ser  conhecida como “otite dos nadadores”.

Dentre os sintomas da otite externa, Douglas cita dor intensa, perda da audição e, em alguns casos, podem aparecer secreção e prurido.

PREVENÇÃO

O otorrino aponta que, para prevenir a otite externa, deve-se fazer a higiene correta dos ouvidos. “Evite cotonetes e lavagens caseiras para os ouvidos, isso remove a camada de pele fina que protege o ouvido externo e empurra o cerume para dentro do canal auditivo, favorecendo a formação de rolhas de cerume”,  alerta Douglas.

O ideal é limpar o ouvido com uma gaze levemente umedecida ou lenço de papel macio, com o menor dedo da mão. “Não coce os ouvidos com objetos, nem introduza nada no canal auditivo, pois pode ocasionar feridas que deixam portas abertas às bactérias  responsáveis pela infecção do canal auditivo externo”, enfatiza ele.

Douglas sugere que, após o banho, deve-se secar bem os ouvidos com uma toalha limpa, fralda ou papel macio, pois quando o canal auditivo permanece úmido, as chances de acolher as bactérias que causam a otite externa são maiores. “Nadadores podem usar toucas de banho, de preferência de latex ou silicone, e secar bem os ouvidos após o banho ou utilizar tampões especiais que os protegem,  como os do  tipo de silicone pre moldados, anatômicos”, destaca o otorrrino.

Outra recomendação é evitar piscinas que não tenham uma quantidade adequada da água, que não disponham de purificadores, lugares com água parada ou que careçam de qualquer tipo de controle sanitário.

TRATAMENTO

Para cuidar do problema quando este já se instalou, Douglas aponta que fazer compressas com calor local sobre o ouvido sempre ajudam a aliviar a dor, além do uso de analgésicos, quando se trata de uma dor aguda, que surge no meio da noite.

“Mas o tratamento consiste basicamente no uso de gotas com antibióticos, algumas vezes é necessária a limpeza do canal auditivo pelo otorrino, bem como o uso de antibióticos sistêmicos e anti inflamatórios; na dúvida, sempre procure um otorrino de confiança”, finaliza ele.

Sade