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Saúde :: 2015-12-16 -16:48:00

Protetor Solar é um aliado na prevenção ao câncer de pele

Dermatologista esclarece quais os tipos ideais para cada caso e alerta sobre os sintomas do câncer

Por Daniela Prado


Dezembro, assim como todos os meses do final do ano, sempre traz consigo aquele sol escaldante. Os raios UVA e UVB são um motivo de preocupação e as pessoas mais comprometidas com a própria saúde não dispensam o protetor solar, o qual deve ser renovado de tempo em tempo, para não perder seu efeito.

Mas o sol e sua radiação ultra violeta também é responsável por um problema bastante sério – o câncer de pele.

Para tirar dúvidas sobre câncer e escolha do protetor solar ideal para cada tipo de pele, a reportagem do O MUNICIPIO conversou com a dermatologista Carolina Dantas, que atende em São João, à Clínica Avesani.

SINTOMAS INICIAIS 

De acordo com Carolina, hoje em dia, as pessoas estão com muito medo do câncer de pele e seus pacientes chegam realmente apavorados ao consultório. “Na verdade, acho que é interessante acalmar a população ... as pintas pequenas, arredondadas e de uma cor só, normalmente são lesões benignas”, esclarece a dermatologista.

Ela acrescenta que crianças e adolescentes têm aumento do tamanho das pintas, que podem crescer junto com a criança e assim continuar, até os 35 anos, permanecendo benignas apesar do tempo decorrido. “O câncer de pele hoje está sendo diagnosticado com muito mais rapidez, não vejo motivo para alarde”, comenta.

Carolina ressalta que lesões de pele, de difícil cicatrização são um indício do câncer.

DIAGNÓSTICO

Para diagnosticar o câncer com precisão, a dermatologista aponta que o exame físico, realizado por um médico especialista é a melhor opção e, caso haja dúvida, o profissional utiliza um aparelho de aumento, o dermatoscópio. “Mas o resultado do anatomo-patológico é o único exame definitivo”, frisa.

QUEM TEM PROPENSÃO

Carolina confirma que pessoas com pele clara estão mais sujeitas ao câncer de pele. “Os morenos têm mais melanina na pele e essa substância é um protetor natural contra o sol; então, quanto mais morena a pessoa, a chance de ter alguns cânceres de pele diminuem”, argumenta a dermatologista.

Outro ponto que ela coloca é que o clima quente do verão aumenta a incidência deste câncer, porque aumenta a incidência de luz e, consequentemente, dos raios UVA e UVB, que são os que mais influenciam o câncer de pele. “Porém, hoje já se fala em infra-vermelho e câncer de pele, e os protetores atuais já podem ser encontrados com essas especificações mais completas – UVA/ UVB / luz visível e infra-vermelho”, Carolina destaca.

TRATAMENTO

Após diagnosticar o câncer, a dermatologista  explica que o melhor a se fazer é não se expor ao sol e usar sempre um bom protetor. “Na maioria dos casos, fazer a cirurgia para tirar toda a raiz, o que para os médicos significa margens cirúrgicas livres do tumor, é o mais rotineiro”, diz.

Mas Carolina enfatiza quealgumas pessoas  precisam de tratamentos  com o oncologista, embora isso seja bem mais raro.

Para preveni-lo, algumas dicas que a dermatologista deixa são se proteger do sol, usando roupas de mangas compridas, usar chapéu com abas largas, e, claro, protetor solar sempre. “Atualmente, existem as roupas que possuem protetor solar e fazer um exame no dermatologista uma vez ao ano também é fundamental”, recomenda ela.

PROTETOR SOLAR IDEAL

Para cada tipo de pele, existe um protetor solar específico e Carolina indica que, para quem tem pele oleosa, deve-se evitar os em forma de creme ou em base-gel, que contém álcool e, às vezes, podem arder o rosto. “Trocamos pelo base água – aquagel-- e temos, inclusive, a opção em mousse e em pó”, sugere.

Crianças pequenas, até dois anos, devem usar protetores específicos para elas, pois podem se intoxicar  se for usado o protetor errado. “Os idosos devem abusar do protetor em creme, porque tem uma base oleosa e a maioria dos idosos tem a pele muito seca”, acrescenta a dermatologista.

Além do uso desse produto ser imprescindível nesta época do ano, Carolina salienta que a reaplicação do protetor solar, a cada 3 horas que se for ficar exposto ao sol, é primordial. “Porque a potência deles vai diminuindo com o suor, por exemplo; e se for para a piscina, é necessário reaplicá-lo a cada 1 hora que estiver dentro dágua”, finaliza a dermatologista.

Sade