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Geral :: 2015-12-11 -08:52:00

Sinpospetro encerra o ano com campanha

Por Reinaldo Benedetti


A disseminação do benzeno, componente cancerígeno dos combustíveis, continua preocupando o Sinpospetro (Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis e Derivados de Petróleo). Por conta disso, os dirigentes da entidade encerram 2015 com mais uma série de ações nos postos da região. O objetivo é alertar proprietários, frentistas e clientes quanto às consequências do contato direto com o produto e a sua inalação. Nesta semana, a comitiva sindical visita os pontos comerciais com orientações e distribuição de panfletos.

CAMPANHA CONSTANTE

No primeiro semestre, o Sinpospetro já havia realizado a campanha, em parceria com o Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) e com a Vigilância Sanitária. Agora, o alerta volta a ser realizado, até o próximo dia 10. Junto com a Vigilância, o Sindicato fará a campanha “Abasteça até ao automático”, com todos os frentistas da base de São João da Boa Vista e da região.

“O problema está no fato de a contaminação pelo benzeno ser constante, a cada abastecimento, dia e noite. Se o risco é constante, a orientação também deve ser”, afirmou Orivaldo Carvalho, presidente do sindicato.

O benzeno está presente na composição química dos combustíveis e pode entrar no organismo humano através da pele e da inalação. Por isso, não são apenas os frentistas que estão expostos ao risco, já que o vapor contendo a substância se dissipa, com facilidade, por mais de 500 metros no entorno dos postos.

Uma das práticas comuns que potencializa o risco de contaminação é o abastecimento acima do nível máximo do tanque: “Todo automóvel tem uma peça chamada cânister, que trava o mecanismo da bomba no momento em que o carro está plenamente abastecido. O problema é que muitos, tanto clientes quanto profissionais, insistem para que o tanque seja completado até na tampa, o que aumenta o contato do benzeno com a pele do frentista e facilita que as moléculas sejam inaladas por quem está ao redor”, explicou Orivaldo. Segundo ele, os motoristas também podem cooperar com a campanha, solicitando que o abastecimento seja feito somente até o travamento automático.

Em seus materiais, o Sinpospetro mostra casos de frentistas com suspeitas de morte por benzeno. Diversas ocorrências são atribuídas ao contato permanente com o benzeno.

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