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Geral :: 2015-12-09 -15:36:00

Memória: Clineu Junqueira relembra o início de tudo no Balneário

Por Clovis Vieira


“O balneário sempre foi um sonho dos pratenses” garante Clineu Junqueira, prefeito da estância entre os anos 1967 e 1971. “Administrações anteriores também lutaram para a concretização desse sonho”, destaca. E avalia que Águas da Prata é “um município pequeno” que não tem recursos financeiros para bancar um empreendimento como o Balneário.

18/02/1971: Assinatura do contrato - Clineu Junqueira, então prefeito e membro do Fumest, está na foto entre membros do Conselho Deliberativo do Fundo de Melhoria das Estâncias. (Foto: Arquivo Pessoal)

Clineu se lembra de que o Estado não tinha, naquela época, um órgão voltado ao turismo. Foi quando se criou a Secretaria de Esportes e Turismo pelo então governador Abreu Sodré. “E dentro desta Secretaria foi criado o Fumest-Fundo de Melhoria das Estâncias, com o Estado investindo a contrapartida do imposto arrecadado pelo município.

“Sodré era meu correligionário de partido (UDN) e, muito mais que isso, era meu amigo pessoal”, aponta Clineu. Essa afinidade foi uma “porta aberta” para a construção do Balneário. Ao fazer formalmente o pedido, integrantes do Fumest visitaram Águas da Prata e aprovaram o terreno ao lado do Bosque Municipal.

No momento de desenvolver o projeto, Clineu volta-se novamente a Sodré em busca de verbas. Obtido o dinheiro, foi contratado o arquiteto João Walter Toscano (leia mais nesta página), que realizava viagens constantes à Prata, em busca de orientações para o seu projeto arquitetônico. “Para orientá-lo, em indiquei o médico poços-caldense, famoso na época, climatologista, termalista, Dr. Benedito Mourão, que assessorou Toscano e a Prefeitura”, recorda Clineu.

Daí, faltou o principal para o início das obras: mais dinheiro. “Daí, fui eu novamente falar com o Sodré (risos) e conseguimos!” No início de 1971, foi aberta concorrência pública, uma das empresas foi a vencedora do processo e as obras tiveram início em fevereiro daquele ano.

Em maio de 1971, Clineu passa os destinos de Águas da Prata ao novo prefeito, Welson Gonçalves Barbosa, com a terraplenagem do Balneário iniciada. A inauguração do prédio foi feita na gestão de Welson Barbosa e do governador Laudo Natel, em 1974.

GOVERNADOR

Clineu destaca que o Balneário funcionou normalmente na gestão dos governadores Laudo Natal, Paulo Egydio Martins e Franco Montoro. “Quando chegou a gestão de Orestes Quércia (1987-1991), ele extinguiu o Fumest. Com isso, o Balneário perdeu a sua força, perdeu os recursos que recebia e entrou em decadência”, lamenta.

O ex-prefeito de Águas da Prata aponta que “é preciso ter uma visão futurística para o Balneário” e propõe que, com o auxílio de outros órgãos, com a iniciativa privada, “dá para recuperar, dá para voltar a funcionar bem como funcionou no início”

Neste momento, Clineu se lembra de que ao criar o Fumest, Sodré nomeou cinco pessoas para organizar a entidade e dar início e prosseguimento ao processo de melhoria das estâncias. “Uma das cinco pessoas era eu”, orgulha-se. “Então, eu, além de ser o prefeito, era membro do Fumest e isso facilitou bastante a criação do Balneário... (risos) Eu dava com uma mão e pegava com a outra”, brinca com a situação.

E finaliza afirmando: “Eu não poderia, nunca, deixar de mencionar que o Balneário de Águas da Prata deve muito a Roberto de Abreu Sodré, um grande governador, um grande homem público. Um grande amigo e um grande colaborador”.

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