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Geral :: 2015-12-08 -16:55:00

Cartões de Natal expressam sentimentos de carinho a amor

Prática cai em desuso talvez por causa da internet, mas se mantém viva entre pessoas mais sensíveis de várias idades

Por Clovis Vieira


Não! Este ano envie cartões de Natal verdadeiros, com belas ilustrações e com a sua letra desejando Feliz Natal e próspero Ano Novo. Inúmeras lojas na cidade já têm o seu acervo para a escolha do cliente. Decida-se agora e faça parte deste resgate para trazer de volta o calor humano e a religiosidade que se enviam pelos Correios.

Escolher: Vera Bassega escolhe cartões de Natal; no recorte está o primeiro cartão que foi produzido. (Foto: Clovis Vieira)

Assim, nem tudo está perdido - organize a sua lista de endereços, porque o Correio sanjoanense afirma que essa prática nunca saiu de moda. Tanto quanto os tradicionais cartões de Natal, os aerogramas sociais de Natal frequentam a agência todos os anos. O que se percebeu foi uma queda – talvez acentuada – de cinco anos para cá, com o fortalecimento da internet e suas facilidades.

“Desde que eu abri a loja aqui na avenida, eu ofereço cartões de Natal aos meus clientes” afirma Rodrigo Duarte, proprietário das três lojas da Casa do Papel. De acordo com ele, existe uma clientela cativa que não pode ser decepcionada: são pessoas de idades entre 30 e 50 anos que compram esse produto para enviar carinhosamente em dezembro.

“É emocionante receber um cartão de Natal pelo Correio” entusiasma-se Vera Lúcia Bassega de Oliveira, da loja Dom Bosco, que revende produtos da religião Católica. Ela jura que até hoje envia os seus cartões de Natal, embora confesse que nem todos lhes são respondidos. “Enviar cartões de Natal, em minha opinião, é uma expressão de carinho, de amor pela pessoa a quem se envia”, propõe.

O marido de Vera, Sr. Lázaro Elias de Oliveira, gerente da Dom Bosco, conta que sua loja sempre ofereceu esses cartões à clientela e que as vendas “eram muito boas”, mas que hoje esse hábito está um pouco esquecido: “Quem os comprava eram namorados, casais, pais e filhos… Mas de uns cinco anos para cá as vendas caíram muito, talvez por causa da internet”.

Ele se refere àquelas mensagens já prontas, pasteurizadas, iguais entre si, que se pode escolher e enviar, correndo o risco de desagradar quem recebeu a mesma mensagem de muitas pessoas diversas.

SÉCULO XIX

Há controvérsias, mas historiadores afirmam que a tradição de enviar cartões de felicitações natalinas se iniciou na era Vitoriana, em 1843. O inglês John Callcott Horsley pintou o primeiro cartão por sugestão de Sir Henry Cole, que foi o fundador e diretor do ‘South Kensington Museum’, atual ‘Museu Victory and Albert’, em Londres.

Percebendo que não teria tempo de escrever mensagens de Natal à mão para todos os seus conhecidos, Cole teria pedido ajuda àquele artista plástico. Cole dividiu um cartão em três partes e, no centro, desenhou uma família reunida e crianças pobres ganhando roupas e comida. Foram impressas 100 cópias em litografia e, então, Horsley coloriu uma a uma à mão.

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