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Geral :: 2015-12-05 -17:46:00

Workshop sobre Autismo atrai grande público

Organizado pelo Grupo TEAmpara, o evento reuniu mais de 200 pessoas de toda região

Por Daniela Prado


Aconteceu no ultimo sábado, 28 de novembro, no auditório do UniFEOB, o primeiro Workshop  Educação Inclusiva e Autismo  “Encaixando Peças”, o qual constou de palestras e oficinas práticas, com a presença de Ana Carolina Vanzella e Gabriela Tripicchio Gonçalves, especialistas em autismo com atuação expressiva nas cidades de Jundiaí e Ribeirão Preto.

Mais de 200 pessoas, entre pais, familiares, estagiários e profissionais da saúde, vindos de toda a região marcaram presença no “Encaixando Peças”, de durou das 9h às 17h. “Mas a maior parte do público foram os professores, sendo que 40% veio de cidades vizinhas como Tambaú, Casa Branca, Mococa, São José do Rio Pardo”, conta Sandra Érica Penha,fundadora do TEAmpara e mãe do Guilherme, de seis anos, que está dentro do espectro autista.

SOBRE O AUTISMO

Sandra, que é pedagoga e pós graduanda em arteterapia psicanalítica, esclarece que o autismo comportamental que afeta o comportamento, a comunicação e a socialização da pessoa que tem seu espectro. “É uma síndrome que vai de casos severos até casos que chegam a passar despercebidos”, diz a pedagoga.

Segundo ela, não existe um teste genético para detectar o autismo, bem como não existem remédios para contorná-lo, sendo um diagnóstico totalmente clínico. “Algumas pessoas tomam medicamentos para aliviar sintomas como ansiedade e hiperatividade, por exemplo”, Sandra comenta.

De acordo com a revista “Crescer”, edição de novembro de 2015, em cada 45 crianças, uma tem autismo, número considerado grande e queaumentou devido a eficácia do diagnóstico e também devido a fatores ambientais como intoxicação por metais pesados.

Guilherme, o filho de Sandra,por exemplo, tem intoxicação de mercúrio e alumínio, metais/ venenos que circulamem sua corrente sanguínea.

Sandra tem contato com muitos pais e professores e se surpreendeu com a quantidade de crianças com autismo aqui em São João, sem levar em conta as famílias que não suspeitam e não têm o diagnóstico.

Ela ainda analisa que a Lei de inclusão existe, porém,mais do que leis, é preciso mudar a cultura das escolas, é preciso reflexão dos professores, gestores, pais e de toda comunidade. “Meu filho, que, como já disse, está dentro do transtorno do espectro autista, estuda numa escola municipal da cidade e, este ano, não frequentou a sala de recursos, que deveria existir, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da educação”, salienta.

Das 14 escolas municipais de 1º ao 5º ano, em São João, Sandra só tem conhecimento de uma, na qual os alunos se aproveitam da sala de recursos, embora apenas no período das aulas. “As salas de recursos devem funcionar no contra turno, é lei e assim que deve ser, pois tirar o aluno da sala de aula, do contato com seus colegas de classe não é inclusão”, reconhece a pedagoga.

MAIS SOBRE O WORKSHOP

“Foi uma ótima oportunidade para os professores e estudantes, já que a grande maioria, em sua formação, não é preparada para lidar com as diferenças e acredito que conseguimos tocar, de alguma forma, cada um dos participantes, contribuindo para uma nova visão sobre o assunto”, destaca Sandra.

Profissionais das áreas da saúde, direito e educação com atuação nas cidades de Ribeirão Preto e Jundiaífizeram parte e,  para as oficinas práticas, profissionais especialistas em autismo da cidade de São João da Boa Vista integraram este rol. “O Workshop contou com palestras, mesa redonda e oficinas práticas sobre tratamentos e possibilidades e oobjetivo foi entender o que fazer e como fazer para aprendizagem de pessoas com autismo, dentro e fora da sala de aula, seus diretores e tratamentos”, Sandra pontua.

Ela também conta que foi polêmica a exposição da Thais Iannazzo Ferretti, advogada e professora universitária queabordou as leis. “Houve muitos questionamentos e um deles foi o da rede municipal de educação não ter o terapeuta ocupacional, caso de já ter sido levado ao ministério publico”, revela a pedagoga.

ENCAIXANDO AS PEÇAS

Sandralembra que a ideia deste workshop teve início em agosto deste ano, quando ela e seu marido Fernando começaram  a fazer palestras em empresas, para informar sobre o autismo e como lhe dar com as diferenças.

O workshop faz parte deste projeto de divulgação e, como o autismo não diz respeito apenas a área da saúde, mas também da educação, o tema foi a educação inclusiva e o papel do professor. “O autismo mudou minha vida, fez de mim uma pessoa melhor, me fez olhar o outro com outros olhos; acredito que a inclusão é assim, é aceitar quem nós somos para aceitar o outro como ele é”, finaliza Sandra.

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