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Saúde :: 2015-12-01 -14:46:00

Nutricionista esclarece sobre o prejuízo da cerveja na dieta

Bebida que contém apenas calorias vazias, a cerveja ainda aumenta as toxinas no sangue e causa outros problemas

Por Daniela Prado


Quando o clima esquenta, é impossível não se lembrar dela. E com o fim do ano, em que as festas de confraternização aumentam, tudo termina com a cervejinha gelada, numa roda de amigos, sem que ninguém calcule quantos copos ou quantos litros bebeu.

Contudo, a nutricionista esportiva Caroline Ferreira explica que as bebidas alcoólicas não têm valor nutricional algum, só muitas calorias.

Segundo ela, todos os nutrientes possuem calorias e valores nutricionais que são essenciais para o bom funcionamento do organismo.

Os carboidratos e proteínas, Caroline pontua, possuem 4kcal por grama e as gorduras 9kcal por grama.

Já o álcool possui 7kcal por grama, sendo essa caloria chamada de “caloria vazia”, pois não possui valor nutricional nenhum, nem agrega benefícios positivos ao organismo. “Não adianta querer justificar as escapadas, dizendo que cerveja é diurética, pois mesmo composta por 95% de água, a cerveja tem etanol o suficiente para desidratar seu organismo”, salienta a nutricionista.

Caroline completa que o álcool inibe o hormônio antidiurético, o que provoca aquela vontade de ir ao banheiro o tempo todo. “O corpo perde líquido e a concentração de toxinas no sangue aumenta rapidamente”, diz.

A cerveja, assim como as outras bebidas alcoólicas, também ajuda a aumentar a pressão do sangue. “É claro que o efeito varia conforme a quantidade de etanol presente na bebida e a quantidade ingerida, mas eu posso garantir que alcool e dieta não combinam”, Caroline é taxativa nesta observação.

Dentre os malefícios do álcool, a nutricionista destaca alguns como problemas na capacidade do organismo em absorver os nutrientes, desidratação, aumento no níveis de cortisol, que é o hormônio do catabolismo, queda nos níveis de testosterona, influenciando negativamente o processo de ganho de massa muscular, além de deficiência de vitaminas B1, B 2, B 6, B 12 e C, que são de extrema importância para quem busca aumento de massa muscular. “A água é fundamental no processo de recuperação do organismo, pois repõe os líquidos perdidos e auxilia na remoção das toxinas acumuladas”, enfatiza a nutricionista.

Mas Caroline argumenta que isso não sigifica abolir definitivamente a cerveja e outras bebidas alcoólicas da rotina. “Se você não abre mão das bebidas alcoólicas, ok. Mas tenha consciência do que está fazendo e, se você procura resultados expressivos na musculação, evite estas bebidas ao máximo”, recomenda ela.

Para quem persegue melhores detalhes no desempenho do organismo ou mesmo no corpo, Caroline afirma que uma cervejnha no fim de semana pode, sim, fazer toda a diferença.

Quanto àquelas pessoas com estômago saliente, que quase sempre são alvo do comentário “essa barriga é sinal de cerveja, ele(a) deve beber muito”, Caroline confirma que o excesso de cerveja, consumido durante muito tempo, tem como resultado o aumento de acúmulo de gordura abdominal. “Além da distensão abdominal provocada pelo glutén, proteína presente na cevada, o excesso de álcool diminui a lipólise, que é a degradação de gordura, e aumenta a proteólise, que é a degradação dos músculos”, descreve.

A nutricionista lembra, ainda, que toda cervejinha vem acompanhada de uma porção de batata, azeitona, amendoim... que aumentam mais o consumo calórico do dia.

Além disso, todo alimento não metabolizado é acumulado como reserva de gordura. “Beba menos e hidrate-se mais; mas, se você não for um atleta, lembre-se do equilíbrio, beba com moderação”, finaliza a nutricionista.

Sade