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Geral :: 2015-11-18 -17:31:00

NOTA DE FALECIMENTO

O advogado Teófilo Ribeiro de Andrade Filho faleceu nesta terça-feira (17), em São Paulo

Da Redação


† NOTA DE FALECIMENTO  †

 

É com tristeza que a esposa, Alda, as filhas, Silvia e Anamaria (Mainha), os netos, Carolina, Mariana, Frederico e Maria Flora, e as bisnetas, Helena, Beatriz e Malu, comunicam o falecimento do amado.

 

TEÓFILO RIBEIRO DE ANDRADE FILHO

 

Ocorrido em São Paulo no dia 17 ultimo aos 93 anos de idade.

O sepultamento foi no dia 18 no Cemitério Gêthsemani (Praça da Ressurreição, 1, Vila Sônia, São Paulo).

 

TEÓFILO RIBEIRO DE ANDRADE FILHO

Nascido em São João da Boa Vista em 5 de maio de 1922, o advogado formado pela Faculdade do Largo São Francisco, Teófilo Ribeiro de Andrade Filho teve destaque na vida pública do País. Era tido, no meio político, como uma pessoa que prezava a honestidade acima de tudo. Foi convidado mais de uma vez, e recusou, a participar da arrecadação para campanhas políticas. 

Ocupou vários cargos. Pelo PDC (Partido Democrata Cristão, do qual foi um dos fundadores), foi eleito deputado federal, mandato que cumpriu entre 1963 e 1967. Em São Paulo, foi presidente da Caixa Econômica Estadual durante a gestão do governador Carvalho Pinto, entre 1959 e 1963. Por duas vezes foi secretário dos Negócios Jurídicos em São Paulo – nas gestões dos prefeitos Faria Lima, entre 1967 e 1969, e Olavo Setúbal, entre 1975 e 1977.

Na capital paulista também foi fundador e primeiro presidente do Tribunal de Contas do Município, nos anos 1960 – mais tarde se aposentou como conselheiro do órgão.  Acreditava na gestão pública profissionalizada e lutou por ela, interessando-se pela vida política do País até sua morte, embora estivesse um tanto descrente dos rumos do País nos últimos anos.

Religioso e devoto de Nossa Senhora, dizia a todos os mais próximos que seu objetivo em vida era ser correto, tendo como exemplo a vida dos santos da Igreja Católica. Enquanto esteve acamado no último ano de vida, a mulher, Alda, repetia a todos que a visitavam: "Não sei o que é ser santo, mas este homem foi um".

Teófilo prezava a cultura clássica e a história das guerras mundiais, assuntos que estudava com afinco. Costumava ensinar expressões de latim às filhas, netos e amigos da família durante reuniões familiares tradicionais realizadas aos sábados, em sua casa. Gostava de ver a família reunida em torno do que chamava de "panelão". 

Aos 60 anos de idade, começou a aprender alemão. Perto dos 90 anos, voltou a estudar latim e grego com o amigo Chiavegato. Deu aulas de direito constitucional na Faculdade de Direito de Osasco e foi membro da Academia de Letras de São João da Boa Vista.

"Tango", como era conhecido na infância pelos familiares e alguns amigos próximos, gostava de voltar à cidade natal para contemplar a Serra da Mantiqueira e perambular pelas ruas sanjoanenses conversando com conhecidos. Era esportista: jogou vôlei com amigos nas quadras do Clube Pinheiros por décadas e também tinha como hobby o xadrez. Apreciava futebol, era santista.

Sua grande paixão na vida sempre foi Alda. Foi durante um dueto ao piano, em uma reunião da Juventude Universitária Católica, que conheceu a belíssima morena de olhos verdes-esmeralda por quem se enamorou. Isso aconteceu em meados da década de 1940. Casaram-se em 1949 e permaneceram juntos por 66 anos. Deixa a mulher, Alda, duas filhas, Silvia e Anamaria (Mainha), quatro netos, Carolina, Mariana, Frederico e Maria Flora, e três bisnetas, Helena, Beatriz e Malu.

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