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Saúde :: 2015-11-14 -10:30:00

Sardas e manchas na pele precisam de cuidados e proteção

Dermatologistas esclarecem como é possível preveni-las e que pessoas de pele clara são mais suscetíveis ao câncer

Por Daniela Prado


Último Sábado, dia 7, como divulgado no O MUNICIPIO, ocorreu o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele, com avaliação gratuita de pessoas interessadas em análise, diagnóstico e possível encaminhamento para  tratamento da doença.

Porém, outros problemas de pele, como sardas e manchas também se destacam nesta época de sol ardente, necessitando de mais cuidados e atenção redobrada.

A dermatologista Carolina Dantas reconhece que muitas pessoas lhe perguntam sobre manchas na pele e como diferenciá-las de algo mais grave.

Manchas e Sardas

“As manchas são uma alteração apenas na coloração da pele, então podemos ter uma mancha com mais cor, tipo melasma, e com menos cor, como o vitiligo”, esclarece.

Já José Antônio Macedo de Souza, também dermatologista, explica que sardas também são manchas, geralmente acastanhadas, causadas por aumento de melanina na pele e surgem por exposição ao sol. “Tem um fator familiar e são mais comuns nas pessoas ruivas e de pele clara”, argumenta ele, completando que a grande maioria das manchas que aparecem nas áreas expostas do corpo são causadas por exposição solar.

A diferenciação se  dá por características próprias das lesões, o que só o olhar de um médico especializado pode diagnosticar.

Carolina enfatiza que as manchas que estejam relacionadas com a exposição solar, as famosas sardas infantis,  podem se desenvolver em qualquer idade e já são um indício de que a criança está se expondo ao sol de maneira intensa. “Para você, que é mãe de crianças muito pequenas, lembre-se que menores de 6 meses não devem se expor ao sol e as maiores devem usar protetor solar específico para elas, além de roupas para proteção, principalmente se for por um período prolongado”, sugere Carolina.

José Antônio ainda aponta que a forma mais fácil de diminuir o aparecimento das sardas é respeitando o tipo de pele quanto à exposição ao sol, uso de protetor solar, bonés, chapéus, sombrinhas, entre outros.

Anticoncepcionais

Segundo Carolina, outras manchas que, com a exposição excessiva ao sol, pioram muito o aspecto são aquelas típicas de mulheres em idade fértil, grávidas ou em uso de anticoncepcionais. “Estas dão muito mais trabalho depois do verão, pois geralmente as mulheres ‘abusam’ nas férias do final do ano e depois têm que correr atrás do tratamento para clarear o rosto, o ano inteiro, principalmente no inverno”, conta a dermatologista.

José Antônio adverte que o uso de anticoncepcional pode ser um fator agravante no aparecimento de manchas acastanhadas na pele, principalmente na pele exposta ao sol. “Existem  alguns tratamentos estéticos, mas todos com efeito paliativo e transitório”, revela ele.

Carolina frisa que é importante passar por consulta pois o médico é quem pode orientar quais os cremes que podem ser usados no verão, quais os procedimentos próprios para cada tipo de pele e fazer diagnóstico mais preciso de cada caso.

Câncer de Pele

José Antônio pontua que sardas podem, sim, evoluir para o câncer de pele. “Qualquer sarda ou mancha da pele que começa apresentar alteração na sua forma, tamanho, cor e distribuição de pigmento deve ser vista por um especialista, para afastar ou confirmar a presença de um câncer de pele”, salienta o dermatologista.

Ao que Carolina acrescenta que o aumento da possibilidade do câncer de pele, decorrente da exposição ao sol sem a devida proteção é um fator preocupante, principalmente quando se trata de pessoas com pele muito clara e sensível. “A pele é o maior órgão que temos no corpo e, sendo assim, o câncer de pele é o mais comum no mundo; por isso a roupa é importante para diminuir a área exposta e todo dermatologista vai sempre insistir nisso – roupas e protetor solar”, finaliza ela, entre risos.

Sade