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Geral :: 2015-10-27 -16:49:00

Pelo ‘Dia do Médico’, jornal ouve o Dr. Joaquim Simião

Profissional escolhido para receber esta homenagem é reconhecido por seu pares e pelos milhares de pacientes

Por Clovis Vieira


Em dois anos consecutivos – 2008 e 2009 - o médico sanjoanense Joaquim de Campos Simião foi eleito pela Revista Análise como “um dos 2.000 profissionais da Saúde mais procurados pelos próprios médicos”.

A revista foi publicada com a seguinte manchete: “OS MAIS admirados da MEDICINA”. Nela aparecem os 2.000 profissionais da Saúde e os 100 estabelecimentos hospitalares em 25 especialidades, entre os escolhidos pelos próprios médicos.

Homenagem: O neurocirurgião Joaquim de Campos Simião representa nesta reportagem todos os nossos médicos. (Foto: Clovis Vieira)

SUPERAÇÃO

Para homenagear os médicos que atuam na cidade, em todas as especialidades, o jornal O MUNICIPIO conversou esta semana com Joaquim Simião, neurocientista reconhecido em todo o País por suas qualidades e talento na Medicina, bem como pelo seu jeito simples e humilde de ser.

Com relação à efeméride, o médico a considera “muito importante” e que o Dia do Médico deve ser comemorado, porque, segundo a sua percepção, “embora a Medicina seja uma ciência biológica, é uma das ciências mais humanas que há”, pois o médico lida diretamente com o ser humano, tratando-o como gostaria de ser tratado.

Neste momento, a reportagem o motiva a falar de sua infância e adolescência. “Foi um período maravilhoso. Meus pais eram colonos da Fazenda São Paulo, da família Cabral, aqui em São João. Ali onde eu pude participar da Natureza e aprender a criar galinhas, a pescar, a andar a cavalo, a tirar leite do gado… um contato quase total com a Natureza”.

E diz que também estudou em escolas rurais, “onde a professora tem que ser ‘uma artista’” para cuidar de todas as classes, de todos os anos (séries) escolares, ao mesmo tempo, numa só sala de aula. Então, quando aconteceu a descoberta do gosto pela Medicina? “Isso aconteceu no período do Colegial, quando nós conhecemos as várias áreas da Ciência, e eu me identifiquei mais com as Ciências Biológicas”. Este fato foi o seu motivador para estudar mais e prestar os vestibulares

DIFICULDADES

Mas até segurar nas mãos o diploma de médico, Joaquim Simião confessa que enfrentou dificuldades. A começar em casa, onde seus pais o preveniam quando à carreira escolhida. “Eles me diziam que vivíamos uma época em que a Medicina era exercida por poucas pessoas, na maioria ricos”, que podiam pagar cursos especiais e o cursinho para os vestibulares.

Vencendo esta e outras barreiras, o médico conquistou a sua vaga numa faculdade particular de Pouso Alegre, em Minas Gerais, “uma escolinha no meio do mato” brinca, mas que hoje é reconhecida internacionalmente pelos médicos especialistas que formou em todas as áreas, principalmente na área escolhida por ele para atuar.

É importante registrar que, mais tarde, Joaquim Simião retornou a essa escola, porém, desta vez, como professor. “Há mais de 30 anos que eu volto a Pouso Alegre; agora, tenho ido lá mais para aprender novas ciências e tecnologias, para nunca ficar de fora da Medicina moderna”, aponta.

Quando perguntado sobre prêmios e reconhecimento da sociedade e da própria Medicina, ele se mantém reservado e diz que “a primeira premiação que eu recebi foi poder trabalhar com o ‘computador humano’ (o cérebro)”. Daí, revela que, além daquelas indicações citadas no início desta reportagem, também foi, por duas vezes, Top of Mind nos eventos promovidos pela Associação Comercial sanjoanense, ao nível de região.

E ele reconhece que, em contrapartida, esse reconhecimento da sociedade significa aumento da sua responsabilidade profissional. “A cada benefício recebido, aumenta a responsabilidade de retorná-lo  ao cidadão, seja como benefício físico, psíquico, social, mental ou até espiritual; responsabilidade para aqueles que pensam não somente em si mesmo, mas nos demais seres humanos”.

Entre tantos pacientes nas mais diversas condições de saúde, entre tantos alunos nos cursos de Medicina, entre tantos colegas de profissão, qual seria a maior qualidade do ser humano? “É a capacidade que nós temos de enxergar no outro o nosso espelho, a nossa face do outro lado. E outra coisa, é a gente poder passar um pouco daquilo que aprendemos para aqueles que virão; eu tive essa felicidade com muitos alunos, com minhas três filhas e com muitas outras pessoas”, finaliza.

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