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Artigos :: 2016-12-26 -14:08:00

Um crepúsculo high-tech na casa do Empreendedor


Em reunião com o pessoal do Mantiqueira Valley, no último dia 15, tive a grata surpresa de saber que o Sebrae já atua na área de de inovação tecnológica em nossa região. Segundo o Analista de Cultura Empreendedora e Políticas Públicas do Sebrae-SP Rafael Trefilho Paulucci, que se dispôs a passar detalhes sobre a relação entre a instituição e o ensino na região, existem vários programas já executados por aqui que envolvem desde o ensino fundamental até o superior, tanto em instituições públicas como privadas.

Um universo guiado por criações de laboratório deixa quase tudo aparentemente imprevisível. Estamos imersos em um ambiente econômico, social e cultural na mais alta frequência de mutações, e se encontrar neste contexto exige percepção, busca da informação, comprometimento e, sobretudo, persistência. Perceber o que existe em um exato momento, escolher um foco e se comprometer com ele, entender os inevitáveis erros buscando informações e persistentemente usá-las para corrigir falhas são atitudes indispensáveis para todo e qualquer movimento, e se resume em EMPREENDEDORISMO. Nenhuma instituição brasileira mergulhou mais fundo neste conceito que o Sebrae, oferecendo programas desde o ensino fundamental até universitário, em todas estas etapas temos iniciativas funcionando em nossa região: do  1o ao 9o ano do ensino fundamental temos o Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP), e no ensino médio, Formação Jovens Empreendedores (FJE). A sequência na preparação do jovem para ser protagonista deste mercado cheio de enigmas com um destaque cada vez maior na economia mundial, são dois programas voltados para o ensino superior: a Disciplina de Empreendedorismo e o Desafio Universitário Empreendedor.

Na “disciplina”, tivemos o treinamento de professores da Unifae, Unipinhal e Unifeob, sendo que nesta última formou-se um grupo sólido de docentes que passaram a monitorar desde 2013 as possíveis iniciativas de empreendedorismo tecnológico nesta Instituição de Ensino Superior(IES) a partir das três etapas propostas pelo Sebrae: a) compreensão da dinâmica do mercado, b) prototipagem de negócios e oportunidades (onde utilizam uma metodologia semelhante ao Design Thinking, o Sebrae Canvas) e c) Plano de Negócios. Esta abordagem, já usada em São João, permite amadurecer a transformação de inovações surgidas em laboratório em negócios, pedra elementar na formação de um Polo de Tecnologia.

O resultado da implantação deste programa salta aos olhos, dado não apenas o expressivo número de inscrições no segundo programa citado neste artigo, o “Desafio”, como também os excelentes resultados, sendo que alunos da Unifeob chegaram até a terceira e última etapa, a Final Nacional Presencial. Este tipo de competição é importante não para estimular o jovem a inovar e criar produtos em potencial, mas principalmente, pela capacitação profissional e pessoal, pelo desenvolvimento de competências durante o processo. Mesmo quem não vai longe, aprende a adaptar sua criatividade aos padrões exigidos pelo mercado, assim o aluno deixa de ser apenas um acumulador de informação e torna-se ator principal.

Parece nítido que junto a nossas instituições de ensino superior, o ator local mais preparado para ajudar a ambiente de inovação aqui na Terra do Crepúsculo é o Sebrae: não estamos falando em potencial, mas sim de ações que já existem. Já possuem iniciativas implantadas e relações sólidas com os demais setores envolvidos. Claro que ainda existem pontas soltas, e muito ainda a ser aprimorado, mas já demos os primeiros passos. O Sebrae possui todos os elementos estruturantes, basta encaixar as demais instituições neste modelo que já existe e deixar funcionar.