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Artigos :: 2016-12-09 -10:13:00

Educação com Ciência e Arte


No início deste ano, o Citibank em parceria com a Universidade de Oxford divulgou um relatório onde previa que 47% dos postos de trabalho nos Estados Unidos, 35% no Reino Unido e 77% na China, estariam ameaçados pela automação industrial, além do que três entre os dez maiores empregadores mundiais estariam substituindo seus trabalhadores por robôs. No último dia primeiro de Dezembro, num artigo para o jornal The Guardian o famoso físico britânico Stephen Hawking alertava que, a Inteligência Artificial e a automação, em breve estariam dizimando os postos de trabalho da maioria da classe média, piorando a desigualdade social e provocando graves agitações políticas. Para Hawking, a automação das fábricas já teria dizimado empregos na manufatura tradicional e o crescimento da Inteligência Artificial, provavelmente aumentaria esse efeito, aprofundando as crises e alcançando as diversas classes, restando apenas as funções de supervisão ou aquelas que requerem mais sensibilidade ou criatividade. Junto com outras questões como a superpopulação, mudanças climáticas e doenças, o físico acredita que esta contribui para que vivamos o momento mais perigoso do desenvolvimento da humanidade. Embora Hawking seja um dos cientistas da “moda” e adore produzir declarações polêmicas – em seu último livro ele afirma que a Filosofia está morta e que as respostas às questões profundas sobre a vida e o universo serão dadas pela Ciência – na verdade, ele está repercutindo aqui uma preocupação crescente sobre os efeitos da tecnologia na força de trabalho dos próximos anos ou décadas. A questão é que este é um caminho sem volta, a tecnologia e a IA já são realidades que aprimoram a experiência humana embora, em alguns aspectos, possa também ameaçá-la. A única maneira de evitarmos o desastre preconizado em filmes de ficção científica e temido pelos mais alarmistas é através de uma educação tecno-científica dos cidadãos aliada ao estímulo de sua sensibilidade e criatividade.