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Artigos :: 2016-08-23 -18:57:00

Quem tem medo da Inovação?


             

Nesta semana foi noticiado pelo site do Senado Federal que a chamada “pílula do câncer” está finalmente sendo submetida aos testes necessários para ser homologada pela Anvisa. Famosa no país inteiro principalmente pela determinação de seu criador, o químico aposentado da USP/São Carlos Prof. Dr Gilberto Chierice, em distribuí-la gratuitamente, agora a fosfoetanolamina está a poucos meses de ter sua eficácia posta à prova pelos procedimentos padrão, para assim a polêmica em seu entorno ser superada.

Há pouco mais de dois meses o criador da “pílula” esteve em São João da Boa Vista, a convite da Unifeob, para discutir as principais polêmicas e responder abertamente às perguntas de alunos e professores. Ele proferiu uma palestra no Centro Universitário, promovendo um tipo de debate muito incomum fora dos grandes centro de Ciência, Tecnologia e Inovação: o dilema entre o perigo em se acreditar em soluções novas para problemas tão sérios ou abrir mão da esperança que estas inovações despertam.

Temos a impressão de que o laboratório é tão distante de nossos dramas diários, de que a tecnologia de ponta e as invenções parecem estar mais próximas de Marte do que da nossa cozinha, que este tema que tanto temos discutido aqui parece inatingível aos mortais. Acontece que qualquer novidade, para ser aceita, precisa antes de qualquer coisa levar a humanidade à superar algum limite, potencializar algo que as pessoas sempre querem mais. Poucas coisas criadas pelo ser humano dizem tanto sobre suas aflições e anseios quanto os avanços tecnológicos.

Finalmente em fase de testes a “pílula do câncer” caminha no sentido das certezas para que não haja dúvidas ou mistificações quanto aos seus efeitos. Quando o Prof. Gilberto aqui esteve, tínhamos o calor da polêmica, com o suor do esforço de mais de 20 anos deste pesquisador e uma atmosfera de paixão que nos ajuda a entender que a ciência é feita, antes de instrumentos e diagnósticos, das angustias humanas. Compreender o mundo da Inovação depende principalmente de ter em conta esta dimensão demasiadamente humana e sentimentalmente honesta da vida em laboratório. Parabéns à Unifeob por ter trazido este debate visceral para nossos jovens.