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Artigos :: 2016-08-09 -19:42:00

São João-São José dos Campos: foco no que há de melhor


                

Na última semana representantes da Agência de Desenvolvimento, Assessoria de Planejamento e Gestão, Unifae e Instituto Federal visitaram o Parque Tecnológico de São José dos Campos, um dos primeiros a serem oficializados no Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), e disparado o mais avançado Sistema Local de Inovação do país. Para quem está focando no setor aeronáutico, estamos falando de um dos mais avançados do mundo.

Ninguém chega a este tamanho em poucos anos: no caso de São José foram décadas, forte investimento público e privado, engajamento total das instituições de ensino superior, e empresas que se instalaram lá. Não se trata do desenvolvimento de iniciativas locais, mas empresas de fora trazendo e investindo em inovação. É bem verdade que não temos garantia nem do investimento público, muito menos do privado, mas uma lição tem que ficar desta visita: o modo como funciona um sistema de incubação de ponta.

As incubadoras, sistemas de apoio em gestão com subsídios para microempresas de base tecnológica, foram e são o principal mecanismo através do qual o resultado das pesquisas científicas das universidades chegam ao mercado e, há mais de década, é a base da política nacional de inovação, inspirada no paradigma da Hélice Tripla de Loet Leydesdorff (Universidade de Amsterdã) e Henry Etzkowitz (Universidade de Stanford).

Ter conhecido a forma com que pré-incubação, incubação e pós-incubação acontecem neste Parque Tecnológico certamente foi a experiência mais proveitosa desta viagem. Isso porque, mesmo que os rumos de nosso Polo de Tecnologia se distanciem da aeronáutica, o modelo de gestão de um ambiente de inovação começa nesta célula básica.

Para que esta experiência nos leve a um modelo local de incubação tecnológica precisamos que nossas instituições de ensino superior se articulem de modo a criarem seus programas próprios de gestão de startups, casando o melhor modelo brasileiro com aquele roteiro exposto por João Gabriel Nora e Cristiano Censoni, divulgado por mim neste espaço há dois meses atrás. Temos que ouvir os representantes que foram a esta visita, e à partir do que eles apresentarem certamente teremos um modelo para começar nosso ambiente de inovação da base, prestigiando os agentes que aqui surgirem.