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Artigos :: 2016-07-26 -14:51:00

SENAI: inovação na base da indústria


  

 

Para confrontar o mito de que a formação para o trabalho restringe a inventividade dos alunos através de práticas repetitivas, principalmente quando o assunto é qualificação para a indústria, usamos como tema desta semana o SENAI. Em uma bela conversa com o diretor da unidade de São João, Adriano Cardoso, comprovou-se que se trata do principal ponto de convergência entre ensino, desenvolvimento econômico e inclusão social. A instituição opera naquelas duas dimensões iniciais deste mapeamento da rede de inovação sanjoanense: tanto serve como um termômetro do que nosso sistema educacional precisa oferecer para atender às demandas tecnológicas de nosso setor produtivo como introduz nossos jovens no universo da tecnologia.

Nos últimos 15 anos a principal opção para o aumento da arrecadação municipal foi a atração de indústrias e o SENAI sempre foi o primeiro contato das empresas que chegaram para levantar juntos que mão de obra precisava ser formada para que fosse empregada. Formou pessoal especializado para os setores de autopeças, cabos, aviação, alimentos, entre outros, inclusive para multinacionais como Unilever (Aguaí) e Nestlé (São José do Rio Pardo). Por essa razão possui o mapa das tecnologias produtivas usadas na região e o que nossos trabalhadores precisam conhecer para operá-las.

Sendo o braço da Fiesp que mais perto chega da linha de produção, traz a tecnologia direto para as mãos e olhos dos alunos, sobretudo jovens de origem humilde. Acaba por ser a porta de entrada para a inovação tecnológica na vida destes aprendizes, que começam a manipular a inovação desde sua base em aulas de desenho industrial e programação dentro de laboratórios com equipamentos que juntos ultrapassam o valor de R$15.000.000,00. Além de levar ao mercado de trabalho, é também uma etapa importantíssima para a construção de uma carreira, inspiração para escolha de faculdade por exemplo, embasamento para o bom aproveitamento de um curso de nível superior e formação de uma visão mais concreta de inovação.

Enfim, podemos dizer que os pré-requisitos para a inovação tecnológica são, possuir muitas pessoas altamente instruídas e contar com uma infraestrutura através da qual estas pessoas possam perceber os processos técnicos e produtos sobre os quais irão inovar. Antes de pensar em criar, é preciso que saibam desde cedo operar as tecnologias preexistentes. Se hoje o grande celeiro da inovação é a universidade, por outro lado, as inovação que mudaram os rumos da história saíram de oficinas ou pessoas que passaram muito tempo dentro nelas. E esta atmosfera, meus caros, quem melhor parece oferecer dentre as instituições de ensino de São João é o SENAI. Olho neles!