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Artigos :: 2016-07-19 -13:31:00

Ambiente inovador em São João: Notas de rodapé.


   

Considere-se que os dois principais espaços aonde ocorrem as inovações são universidade e indústria: a primeira devido à chamada terceira revolução universitária, na qual ela deixa de ser apenas celeiro de conhecimento e passa a transformar os resultados de pesquisa científica em produtos e serviços já dentro do campus; no setor produtivo temos a necessidade de novos produtos e processos otimizadores para o ganho de competitividade. Então, por que nos primeiros artigos aqui deste espaço optou-se por escrever a respeito de iniciativas de fora destes dois espaços privilegiados?

Ter a medida da dinâmica da inovação fora do meio acadêmico permite observar tanto as consequências do ambiente científico no meio social quanto que demandas a sociedade traz para o ensino superior, que necessidades ela tem e que, se satisfeitas, cria-se uma simbiose entre sistema universitário e sociedade.

Por exemplo, ao ensaiarmos um mapeamento das ações do Instituto Federal em outras escolas de ensino médio ou atividades de Unifae, Unifeob e Unesp para este público criamos um campo de pesquisa sobre difusão do interesse em Ciência, Tecnologia e Inovação. Também o que se cria em cursos como o técnico em informática do Senac, onde desenvolve-se produtos e serviços na área, serve de preâmbulo para os futuros cientistas. Entender o que é feito em etapas anteriores à faculdade permite compreender que diplomas estes jovens irão buscar no futuro, e que tipo de empresas trazer para a cidade.

Conceber como funciona e o que fazem setores organizados sem fins lucrativos como o Grupo de Desenvolvedores Google nos ajuda a pensar sobre o modo com que os empreendedores da inovação se socializam e criam no seu tempo livre. Para dar certo, um ambiente de inovação precisa estar tanto no interesse pessoal, como uma passionalidade pelo objeto de estudo, quanto nas ferramentas do instrumento de trabalho.

Enfim, temos que estar o mais atentos possível às tendências espalhadas pela sociedade; do casamento entre elas e os cursos oferecidos por nossas instituições de ensino superior que surgirá um parque industrial solidamente ancorado em alta tecnologia. Nossas políticas públicas na área precisam, antes de qualquer coisa, sentir o que estes três setores carecem. Por um bom tempo continuaremos tratando de todo este universo de inovação que acontece fora dos muros das universidades, para depois falarmos de como o meio acadêmico pode contribuir de verdade com nosso desenvolvimento, em consonância com a sociedade e com nosso setor produtivo, diversificado e complexo como em qualquer cidade promissora.