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Artigos :: 2016-05-17 -18:39:00

O Impacto dos empréstimos no orçamento familiar


Se a situação financeira já está difícil para muita gente, imagine para quem tem empréstimos para pagar!

Em uma recessão econômica que parece não ter mais fim, que está demorando demais para acabar, a situação financeira de muitas pessoas está se complicando a cada dia.

Basta analisar o que aconteceu no último dia 08 de maio, dia das mães, considerado uma das principais datas, senão a mais importante, para o comércio no primeiro semestre.

Segundo uma pesquisa divulgada no dia seguinte, dia 09 de maio, pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), pelo terceiro ano consecutivo, o volume de vendas nessa data sofreu uma queda, ficou 16,4% menor em relação ao ano de 2015.

Isso mostra o baixo poder de compra dos consumidores e o receio de gastar o pouco que está sobrando, se é que podemos dizer que está sobrando alguma coisa.

Se honrar os gastos básicos de uma família já está difícil, para as pessoas que possuem empréstimos acaba ficando muito mais difícil.

Você sabe qual é o valor dos juros cobrados de uma pessoa física?

Neste último mês de abril, a taxa de empréstimo para consumidor ficou em 7,95% ao mês, superando os 7,89% do mês de março, é a maior desde novembro de 2003 (Fonte: Associação Nacional dos Executivos de Finanças - ANEFAC).

Só para se ter uma ideia, em maio do ano passado essa taxa era de 6,87% ao mês, e se prepare, porque as expectativas não são muito animadoras para os próximos meses.

Os fatores que contribuíram para essa grande elevação em pouquíssimo espaço de tempo estão relacionados à alta da inadimplência provocada pelo conturbado cenário econômico, ao crescente e assustador índice de desemprego no país, superando os 10 milhões de desempregados no último mês de abril, e também às baixas expetativas para o ano de 2016 em virtude de todo esse contexto, o qual é também agravado pelo que está acontecendo no cenário político em nosso país.

Não é o momento de se contrair empréstimos, a atual situação econômica do país não está propícia e, mesmo que seja extremamente necessária, a tomada de um empréstimo deve ser feita de forma planejada e deve estar perfeitamente adequada ao orçamento familiar para que não comprometa os gastos da família e a leve a se tornar uma família inadimplente, isto é, que não consegue pagar suas dívidas.

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) identificou que mais de 58 milhões de brasileiros possuem contas em atraso, isso representa 39,21% da população entre 18 e 95 anos.

Dentre essas contas em atraso, as principais, segundo a referida pesquisa, referem-se às contas de água e energia elétrica, o que reforça o que foi exposto logo acima sobre o baixo poder de geração de renda da população, a qual nem mesmo está conseguindo arcar com os gastos básicos de um orçamento familiar.

Os empréstimos devem ser adquiridos como forma de alavancagem financeira, devem ser utilizados para potencializar o poder de compras dos consumidores, e não para serem os grandes vilões dos orçamentos.

Através de um bom planejamento financeiro é possível controlar melhor os gastos familiares e antecipar as decisões para possíveis tomadas de empréstimos, trazendo um belo benefício econômico para as famílias, tão importante para a atual conjuntura em que estamos vivendo.