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Artigos :: 2016-04-05 -16:45:00

Educação Financeira para as Crianças


No mundo globalizado em que vivemos, com a tecnologia proporcionando façanhas nunca antes imaginadas, a educação de nossas crianças ganha uma importância soberana em todos os povos e nações.

Com o conhecimento popularizado, com as várias formas de pesquisas realizadas através da internet, as crianças de hoje possuem acesso a todo e qualquer tipo de informação.

Antigamente, em um tempo não muito distante, para saber algo sobre determinado assunto, as crianças precisavam recorrer a seus pais, professores ou procurar uma biblioteca com acervo capaz de atender à uma necessidade específica de pesquisa.

Hoje, através de tablets, celulares e computadores, não existem mais barreiras para as pesquisas, sejam elas escolares ou de qualquer outro interesse.

Ferramentas como o Google, Wikipédia, Youtube, entre outras, revolucionaram a forma de pesquisa e tornaram os estudos muito mais atraentes e dinâmicos aos alunos.

Quem tem um pouquinho mais de idade, sabe que é impossível imaginar uma criança nos dias de hoje replicando um mapa no papel através de uma folha de seda.

É lógico que não podemos deixar de considerar todas as desvantagens que também podem ser observadas por essas ferramentas tecnológicas, talvez a maior delas possa estar relacionada com o fato da criança ter acesso a todo e qualquer material, mas não ter tempo hábil de entender o que está pesquisando.

Mas um fator ninguém pode negar, se forem utilizadas de uma forma correta, de longe essas ferramentas tecnológicas são infinitamente melhores do que as antigas Barsas ou os tradicionais dicionários, e podem contribuir muito no aprendizado das crianças.

Se a forma de pesquisa mudou, se o acesso ao conhecimento está cada vez mais acessível, o que podemos falar da forma como as crianças lidam com as atividades de comércio?

Até bem pouco tempo atrás, a criança não precisava entender de dinheiro, só comprava alguma coisa acompanhada de seus pais ou, no máximo, levava o dinheirinho contado para a escola para comprar alguma coisa na hora do intervalo.

Nos dias atuais, o sistema de comércio não tem fronteiras, é possível se comprar praticamente qualquer coisa pela internet e as formas de pagamento facilitado, como o cartão de crédito por exemplo, estão mais e mais acessíveis para qualquer pessoa, inclusive, para as crianças.

Neste cenário globalizado e tecnológico, a educação financeira tornou-se muito mais importante para nossas crianças, pois precisarão desse aprendizado para tornarem-se pessoas capazes de administrar bem suas finanças.

Você já parou para pensar que as nossas vidas são como são por causa das decisões financeiras tomadas pelos nossos pais? O brinquedo que brincou na infância, a escola em que estudou, a roupa que vestiu, as viagens que realizou ou as que deixou de realizar, tudo foi influenciado pelas decisões financeiras de nossos pais que souberam ou não investir bem seus recursos e proporcionar uma boa qualidade de vida para toda a família.

Portanto, como deve ser a educação financeira para as crianças?

Geralmente, as pessoas administram suas finanças da mesma forma como seus pais administravam, isso não costuma ser ensinado pelas escolas, então, ou se aprende sozinho, literalmente “se virando”, ou se baseia na mesma maneira com que faziam seus pais.

Esse cenário está mudando, apesar de não fazer parte do currículo oficial das escolas, a educação financeira vem ganhando cada vez mais espaço nas atividades desenvolvidas no âmbito escolar.

Dinâmicas sobre como gastar o dinheiro no supermercado, sobre como fazer uma reserva financeira, sobre como reduzir as despesas e o consumo em casa, passaram a fazer parte das disciplinas escolares de forma transversal, inseridas no contexto das atividades de disciplinas tradicionais como matemática, história, física etc.

O objetivo não é fomentar entre as crianças o estímulo para acumular riqueza, para serem ricas, mas para lidarem melhor com o dinheiro no dia-a-dia, para terem consciência sobre o valor das coisas e o impacto que o consumo desnecessário pode causar no orçamento de toda a família.

Mas entre tantos assuntos que poderiam ser abordados, o que especificamente devemos ensinar às crianças sobre educação financeira?

Os conteúdos sempre devem estar adequados para a faixa etária da criança, talvez seja preciso inicialmente relacionar o dinheiro a um brinquedo, ao lanche da escola, a um gasto de supermercado, para somente depois introduzir os conceitos de educação financeira.

Por volta dos dois anos de idade, a criança já começa a pedir a seus pais para lhe comprarem alguma coisa, então, já seria uma ótima oportunidade para introduzir os primeiros conceitos de educação financeira.

A própria conscientização sobre o consumo excessivo de bens, sobre a necessidade de se economizar energia elétrica, água, de reaproveitar alimentos, enfim, também contribui muito para o entendimento sobre sustentabilidade, o qual a criança levará para toda a sua vida, seja relacionado à sua vida pessoal ou profissional.

Alguns ensinamentos não podem jamais ficar de fora da educação financeira das crianças, talvez o principal deles, seria a diferença entre comprar por necessidade e comprar por prazer, conceitos que devem estar contextualizados com o limite financeiro de cada família.

Isso ajuda, e muito, na hora de levar uma criança para acompanhar uma compra, afinal, é muito comum presenciar crianças fazendo “birra” junto a seus pais para comprarem alguma coisa que eles querem, mas que seus pais não podem comprar ou julgam como desnecessário ou inapropriado na ocasião.

Outro clássico conceito extremamente importante é o de poupança, pois auxilia a criança na construção de valores de riqueza e ainda contribui para que ela trace objetivos para aquela “reservinha” de dinheiro e, de quebra, ainda contribui para que a criança trabalhe sua paciência e comece a fazer planejamentos para sua vida, atribuindo algumas pequenas metas para o que deseja adquirir no futuro.

A independência financeira e respectiva administração do dinheiro também devem ser incentivados pelos pais bem cedo, a criança precisa ser estimulada a distribuir aquela determinada quantia de dinheiro que recebeu de seus pais em um período de tempo específico, trabalhando dessa forma, os conceitos de escassez de recursos, de prioridade na hora das aquisições e ainda contribui muito para a construção de valores, de quanto custa cada coisa e de quanto de dinheiro é necessário para se adquirir cada coisa.

Estamos falando da famosa “mesada”, que também pode ser “semanada”, concedida pelos pais na maioria das vezes quando os filhos possuem por volta dos 11 anos de idade.

As formas mais comuns dos pais entregarem aos filhos a sua mesada ou semanada são em forma de dinheiro em espécie, notas e moedas, ou em forma de depósito bancário através da utilização de um cartão, sendo esta última, uma ótima oportunidade para começar a ensinar aos filhos as formas de utilização de alguns serviços bancários, como o caixa eletrônico, por exemplo.

Independente da idade, da classe social da família e do volume de dinheiro que passa pelas mãos das crianças, o importante mesmo é que a educação financeira seja trabalhada de forma natural com as crianças.

Tudo precisa estar contextualizado com o seu dia-a-dia, as decisões financeiras da família devem ser cada vez mais compartilhadas com as crianças, elas precisam fazer parte das decisões e levar para suas vidas no futuro a experiência financeira de seus pais, tornando-se pessoas mais conscientes, capazes de administrar de forma bem eficiente suas finanças.