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Artigos :: 2016-03-30 -16:16:00

A seleção brasileira mais paraguaia das últimas décadas


(Foto: UOL)

 

A seleção brasileira já foi motivo de respeito, de orgulho, de temor por parte dos adversários. Pois é, já foi. O que foi aquilo que vimos ontem? Realmente fico me perguntando se ainda podemos chamar aquele amontoado de jogadores, de seleção.

É sabido que as seleções não tem tempo para treinar, o que não permite por vezes, que o treinador possa implantar seu estilo de jogo, mas no caso do Brasil é diferente por um único motivo: Não temos um treinador. Temos um ex-jogador “brucutu” com uma visão fechada de futebol e que nunca foi técnico de lugar nenhum para que o credenciasse à seleção, afinal, pelo menos ao que se sabe, lá é lugar para os melhores. Para não ser injusto, foi técnico do Internacional-RS durante apenas 52 partidas, e assim como no comando do selecionado nacional, não agradou, e foi convidado a se retirar do comando do clube gaúcho.

A seleção não tem padrão de jogo, não tem elementos fundamentais para uma equipe: Alma, entrega, espírito de grupo, vontade. Jogadores que reconhecidamente são destaques em seus clubes, muito deles ainda, os mais importantes da Europa, mas que quando juntos, não produzem nada com coisa alguma. Parecem um bando de amadores que nunca viram uma bola na vida. É inadmissível que jogadores de uma seleção brasileira não consigam acertar o gol, e pra quem não sabe, os gols de futebol tem 7,32m x 2,44m de dimensão, ou seja, muito grandes.

Outro fator de preocupação é que o Brasil é a única seleção da história que jamais ficou de fora de uma Copa do Mundo, mas que dessa vez, esse feito inédito é cada vez mais possível e provável. O Brasil é apenas o 6ª colocado entre 10 seleções sul-americanas nessas eliminatórias.

A partida de ontem foi difícil... de se assistir. Deixou clara que não foi a seleção do Paraguai que evoluiu a Brasil, e sim a seleção brasileira que se rebaixou a Paraguai.

Este, durante boa parte da partida, amassou o Brasil e fez o que quis, tanto que abriu 2x0 com muita facilidade. Dunga mexeu no time, colocando a equipe totalmente no ataque, mas de forma desordenada. A seleção era um bloco na defesa e um bloco no ataque, mas ok. E o meio? A criação da equipe? Quando enfim, colocou Lucas Lima em campo ao lado de Renato Augusto, apagado na partida, as coisas começaram a fluir ligeiramente a favor da amarelinha. Aos trancos e barrancos e com o Paraguai totalmente retrancado, Ricardo Oliveira e Daniel Alves conseguiram diminuir o vexame e salvar o cargo de Dunga, fechando o placar em 2x2, e este resultado ainda saiu barato, pois em duas oportunidades claras, se não fossem dois milagres operados pelo goleiro Alisson, o Paraguai teria feito facilmente quatro gols e o placar seria outro, e novamente, vexatório.

Um país que já viu Romário, Ronaldo, Adriano Imperador, mais recentemente, ter que ver o Hulk chutando uma bola na entrada da pequena área em direção a lateral, é doído, sofrido.

Muito se viu, nas redes sociais, o clamor por Tite no comando da seleção, mas sinceramente, acredito que ele não seja a salvação da pátria, pois notoriamente, seus êxitos sempre foram baseados em trabalho, treinamentos, continuidade e entrosamento, o que é impossível com um time que se reúne em média a cada 5 meses. Precisamos sim, de um treinador de verdade, mas talvez, ao contrário do que muitos dizem, hoje, Tite não seja a solução. A mentalidade do time precisa mudar, temos que parar de depender da individualidade de alguns, que nem sempre vão aparecer, e sim definir os 11 titulares e uns 5 ou 6 reservas fixos, e assim prosseguir o trabalho, sem tantas experiências e com mais continuidade; essa é a única maneira desse time virar uma equipe, entrosada e coletiva.

Se as coisas não mudarem rapidamente e pra o bem, sim, corremos risco de mais um vexame histórico, pós 7x1, que é ficarmos fora de uma Copa do Mundo. Não podemos desistir da nossa seleção canarinha, mas neste andar das coisas, é bom já irmos escolhendo outra seleção pra torcermos na próxima Copa. O próximo compromisso da seleção é apenas dia 04 de Junho, contra o vice-líder das eliminatórias, Equador, em casa, mas dessa vez, pela Copa América Centenária. Enquanto isso, é “rir pra não chorar” e torcer pra que algo de positivo aconteça com o futebol da nossa seleção.