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Artigos :: 2016-03-29 -14:28:00

Quanto ficaria sem os impostos?


Os impostos podem ser entendidos como o montante, geralmente em forma de dinheiro, pago pelos cidadãos de um determinado país ao Estado para custear as funcionalidades de serviços públicos e coletivos.

Alguns países oferecem serviços públicos de alta qualidade, seus habitantes podem usufruir de uma boa educação, uma assistência à saúde estruturada, com profissionais qualificados e uma infraestrutura combinada com alta tecnologia, enfim, o Estado proporciona benefícios que justificam os impostos arrecadados.

Será que no Brasil, o valor dos impostos está sendo bem aplicado?

Essa é uma resposta que está na ponta da língua de qualquer brasileiro, pois em todo o país, em todas as suas esferas, os serviços públicos deixam muito a desejar, seja na saúde, na educação, em moradias, dentre outros.

E não é por falta de dinheiro que os serviços públicos são ruins no Brasil, só em 2015 foram arrecadados R$ 1,221 trilhão, e olha que esse valor foi 5,62% menor do que o arrecadado em 2014.

Temos, portanto, um problema claro de gestão pública em nosso país. Em 2003, por exemplo, a arrecadação era praticamente a metade desse valor, R$ 697 bilhões, duplicamos o valor, mas a qualidade dos serviços continua a desejar.

O Governo brasileiro, de uma forma geral, não só gasta mal o dinheiro público como também possui a corrupção como uma de suas principais características.

Segundo o Índice de Percepção da Corrupção, estudo levantado pela ONG Transparência Internacional, divulgado no início deste ano, o Brasil ocupa a 76ª posição do ranking dos países mais corruptos do mundo.

O dinheiro da corrupção que escorre pelas mãos públicas contribui diretamente para que o Governo não consiga arcar com suas despesas, na semana passada, ele oficializou um déficit de quase R$ 100 bilhões para este ano de 2016, é o terceiro ano consecutivo de déficit nas contas públicas no Brasil.

Mas, qual o impacto dos impostos em nossos gastos do dia-a-dia?

O impostômetro (www.impostometro.com.br) é um índice criado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) com o objetivo de se avaliar a carga tributária no país.

Segundo esse índice, um trabalhador brasileiro precisará trabalhar 151 dias do ano, praticamente cinco meses, só para pagar seus impostos.

O IBPT ainda possui outro estudo, o qual apresenta em termos percentuais a carga tributária de vários produtos.

Você sabia que um carro modelo 1.0 possui 35,27% de imposto? Que do preço da gasolina, 56,09% se refere somente a imposto?

Os impostos podem representar até 80% do valor de um produto, e olha que estamos falando somente dos impostos relacionados diretamente aos produtos, ainda existem vários outros impostos que pagamos como o IPTU, o IPVA, o Imposto de Renda etc.

Apenas para se ter uma ideia do impacto da carga tributária, vamos fazer uma simulação da compra de algumas unidades de quinze produtos comuns encontrados em um dos supermercados de São João da Boa Vista.

Dessa compra, vamos retirar o percentual de imposto cobrado em cada produto e chegar em um valor como se não houvesse a cobrança de impostos.

A relação dos produtos dessa compra e seus respectivos percentuais de impostos são os seguintes:

 

Veja que os itens dessa compra representariam apenas uma das possíveis compras em supermercado realizadas por uma família de classe média dentro do mês, mas é o suficiente para que o impacto dos impostos possa ser analisado.

O item de maior imposto em termos percentuais foi a cerveja de lata, com 55,60%, e o com menor imposto foi o macarrão, com 16,30%.

O total da compra, com os impostos, ficaria em R$ 255,77, e sem considerar os impostos, ficaria em R$ 166,37, um valor 35% menor, isto é, de uma compra em supermercado no valor de R$ 255,77, os impostos representariam R$ 89,40.

Se considerarmos todos os impostos que pagamos no dia-a-dia, representam uma boa parcela de nosso orçamento, por isso, um bom planejamento financeiro, realizado através de um orçamento familiar bem estruturado, pode se tornar uma ferramenta muito importante para o controle de suas finanças pessoais.