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Artigos :: 2016-03-15 -13:44:00

Financiamento, consórcio ou leasing. Qual a melhor forma para comprar seu veículo?


Que brasileiro é louco por carro todo o mundo já sabe, mas qual seria a melhor forma para adquirir o seu veículo?

Comprar à vista sempre foi e sempre será a melhor opção, principalmente em um momento de recessão na economia, quando muitas pessoas estão perdendo parte de sua renda e acabam por desfazer de seus bens a preços bem menores do que os praticados no mercado.

Sem contar que, com o dinheiro na mão, o consumidor traz para ele o poder de negociação e pode conseguir ainda um belo desconto no ato da compra.

Quando se fala em carro ou moto, o consumidor pode se deixar levar pela emoção, pela necessidade de aceitação social e pagar mais caro pelo seu veículo.

Os gastos com automóveis fazem parte do orçamento de milhões de brasileiros, só em fevereiro de 2016, foram mais de 122.702 carros vendidos no Brasil.

E olha que esse número não é bom, uma vez que é 6,52% menor do que janeiro de 2016 e 18,18% menor do que fevereiro de 2015 (fonte Fenabrave).

Quem possui um automóvel conhece muito bem os gastos com combustíveis, seguro, manutenção, IPVA etc, mas os benefícios a eles relacionados, geralmente, acabam superando os custos.

Para os que não podem comprar um veículo à vista, as opções mais comuns seriam via financiamento, consórcio ou leasing.

O financiamento é a mais comum delas, existem várias formas de ser contratado e os juros variam muito de banco para banco e de consumidor para consumidor.

Quanto menor for o valor contratado e o prazo de pagamento, menor também serão os juros pagos pelo financiamento.

Segundo o Banco Central, os juros dos financiamentos com automóveis podem variar de 10,60% a 60,74% ao ano entre as 40 principais Instituições de crédito no Brasil, portanto, é preciso pesquisar bem antes de fechar qualquer negócio, pois o automóvel pode sair pelo dobro do preço ao final da quitação.

É também muito importante ler atentamente todo o contrato e computar no custo de aquisição todos os valores cobrados, como o valor do próprio contrato, a taxa de administração, os eventuais custos de cartório etc, os quais, muitas vezes, não aparecem na fala dos vendedores na hora de assinar o contrato, a ênfase fica mesmo no valor das parcelas a serem pagas por mês.

Para aqueles que não têm pressa na aquisição, uma opção menos onerosa é o consórcio, onde o valor das parcelas é estável até o final período, o prazo para pagamento é maior e os juros representam valores bem menores em relação aos financiamentos.

O consórcio representa a reunião de pessoas ou empresas em grupo a serem gerenciados por uma administradora, cujo objetivo é adquirir bens através de um sistema de autofinanciamento, por isso, geralmente representa um valor de juros menor comparado a outras opções de financiamento. A cada mês, uma unidade do bem financiado é adquirida pelo grupo e um de seus membros é sorteado para ser o contemplado.

Além do sorteio, outra forma de se conseguir o bem de forma antecipada no consórcio é através de um lance, uma antecipação das parcelas, mas que no caso dos consórcios, não representa desconto de juros por quitação.

No ano de 2015, em meio à toda crise vivida pela economia no país, os consórcios tiveram resultados melhores comparados aos financiamentos.

As vendas de veículos leves via consórcio cresceram 11,1% em número de cotas, segundo dados da ABAC - Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, e a ANEF - Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, divulgou dados em que as carteiras de financiamento de veículos novos caíram 13,3% em 2015.

Apesar dos consórcios representarem 26,9% dos créditos concedidos na economia, muita gente não conhece bem todas as suas particularidades.

Embora suas parcelas sejam estáveis, elas sobem de acordo com o valor do veículo, ou seja, se o veículo subir, por exemplo, 5% ao ano, o valor das prestações podem subir em cerca de 30% e fazer com que o valor final do bem fique bem maior em relação ao financiamento.

Isso sem contar que, caso o consumidor seja contemplado nos sorteios e o modelo do veículo venha a sofrer uma melhoria após esse período, estaria adquirindo um veículo novo pela data do sorteio, mas que representaria um modelo antigo ao final do período, isto é, estaria com um modelo antigo, mas pagando um modelo novo.

Outra opção para a aquisição de veículo é o leasing, uma modalidade de aluguel com opção de compra no final, quando se paga o valor residual do bem.

Portanto, através do leasing, o proprietário do bem será sempre o banco ou instituição concedente, o consumidor somente passar a ser o proprietário após o pagamento do valor residual ao final do contrato.

O leasing é vantajoso para bens tecnológicos cujo período de troca é muito rápido em razão mudança na tecnologia, por exemplo, computadores e aparelhos similares.

O valor da aquisição é menor em razão do valor residual não estar incluído nas parcelas, então, para quem precisa da utilização do bem, mas não se importa em ser o seu proprietário, o leasing acaba sendo uma ótima opção.

Para esses bens tecnológicos, quando os consumidores adquirem os bens a prazo, muitas vezes mesmo antes de quitar o financiamento eles valem bem menos do que quando foram comprados pelo fato de que ficaram ultrapassados, obsoletos ou simplesmente porque foram substituídos por uma nova tecnologia.

Porém, as desvantagens do leasing são bem maiores em relação aos seus benefícios comparados ao financiamento e consórcio.

Quem pretende, por exemplo, comprar uma van ou um ônibus para fretamento em excursões, pelo leasing não será um bom negócio, já que o proprietário é o banco e não se pode sair do país com o veículo, as viagens ficariam limitadas ao território nacional.

Dentre várias outras desvantagens do leasing, o consumidor também é obrigado a fazer um seguro do bem, mesmo se não for essa a sua intenção, pois existem cláusulas contratuais que obrigam ter o bem assegurado, o que pode tornar maior o valor da parcela comparando com um financiamento.

Perceba que o consumidor, além de considerar o valor do seguro nas prestações do leasing, caso haja um sinistro, quem receberá a indenização ainda será o banco que financiou o bem, exatamente pelo fato de ser ele o proprietário.

Existem várias opções para se adquirir um veículo, ter o dinheiro em mãos pode significar um belo negócio na atual conjuntura.

Se o consumidor pretende financiar sua compra, então é preciso avaliar o seu objetivo para com o veículo e considerar todos os valores que irão compor o preço final a ser pago no término do financiamento.

Uma boa pesquisa junto aos bancos e concessionárias e uma análise do custo benefício do veículo podem contribuir para que o consumidor faça um bom negócio e evite uma tremenda “dor de cabeça” na hora de assinar um contrato.