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Artigos :: 2016-03-01 -15:57:00

Chegamos ao fundo do poço ou a crise ainda pode piorar?


Muita gente tem me perguntado se o momento de recessão econômica que o país enfrenta, a famosa “crise”, chegou ao fundo do poço ou se ainda iremos ter novas surpresas no cenário econômico e empresarial.

O ano de 2015, do ponto de vista econômico, político e empresarial, foi um ano para todos nós brasileiros apagarmos de nossas lembranças.

Os escândalos na política, principalmente os trazidos pela operação Lava Jato, trouxeram à tona a real dimensão do estrago causado nas contas públicas e na principal empresa do país, a Petrobrás.

Essa situação agravou ainda mais a credibilidade no mercado brasileiro, o qual se mostrou extremamente inseguro e fez com que os consumidores reduzissem o seu consumo e segurassem os seus investimentos.

Basta observar as principais ruas do comércio de nossa região, a quantidade de placas de “Aluga-se” está cada vez maior e nossas principais empresas, as que mais empregam, tiveram grandes cortes de pessoal em razão da queda no faturamento.

Cada vez mais está difícil acreditar que esse cenário chegou ao fundo do poço, ainda estamos nos recuperando dos grandes impactos sofridos pela alta do dólar acima dos R$ 4,00 e pela taxa Selic que fechou o ano de 2015 em 14,25%, uma vez que contribuíram para que a inflação fechasse o ano em 10,67%, muito acima da previsão mais pessimista.

O desemprego observado em nossa região é reflexo do que aconteceu com o resto do Brasil. No ano de 2015, foram fechados 1,542 milhão somente de “vagas formais” no país, supondo que cada família tenha em média quatro pessoas, foram mais de 6 milhões de pessoas afetadas diretamente.

Todas as contratações e desligamentos feitos pelas empresas são comunicados ao Ministério de Trabalho e Emprego (MTE) através do CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. No ano passado tivemos um saldo negativo, isto é, mais demissões do que contratações, foram 17,7 milhões de admissões contra 19,2 milhões de demissões.

Esse “mar” de gente desempregada freou o consumo no país e fez com que as empresas tivessem seu faturamento reduzido drasticamente.

As indústrias foram as mais atingidas, tiveram o seu pior desempenho desde o ano de 2003, caíram 8,3% em relação a 2014 que já havia sido 3% menor do que 2013.

O setor automotivo é o principal responsável por essa queda, cerca de 25,9% na produção, e possui uma cadeia produtiva imensa, por isso, vários outros setores também foram indiretamente atingidos com essa redução, por exemplo, o de máquinas e equipamentos, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis etc.

Se a indústria sofreu tanto assim, o que dirá do varejo?

O alto desemprego mencionado acima, a insegurança do mercado e o crédito cada vez mais restrito, fizeram com que o varejo tivesse o seu pior desempenho desde o ano de 2001, segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

As vendas realizadas no varejo caíram 4,3% em 2015, quando sete de suas oito atividades tiveram redução no período.

Ainda segundo o IBGE, os principais setores que puxaram essa queda foram os de eletrodomésticos (queda de 14%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (queda de 2,5%), tecidos, vestuário e calçados (queda de 8,7%) e combustíveis e lubrificantes (queda de 6,2%).

Se por um lado os momentos de crise podem frear o desenvolvimento econômico de um país, por outro lado podem contribuir para que problemas habitualmente vivenciados por empresas e pessoas possam ser solucionados através da adoção de novas práticas e de melhoramentos tecnológicos e inovadores.

Algumas empresas foram na contramão da crise e tiveram ótimos resultados, por exemplo, a rede de drogarias Raia Drogasil que abriu 156 lojas no ano passado e encerrou o quarto trimestre com um lucro líquido de R$ 78,3 milhões, uma alta de 25,5% sobre o mesmo período de 2014.

É muito difícil não se preocupar com o cenário para o ano de 2016, ainda mais diante de tantas evidências pessimistas como as comentadas acima, porém, também é o momento de tirar proveito da situação e aproveitar algumas oportunidades que podem surgir quando menos se espera.

Novos nichos de mercado, novos jeitos de se fazer negócio, novas aquisições podendo ser feitas a preços menores em razão dos descontos, enfim, basta estar preparado e ficar muito atento no que está acontecendo ao redor para conseguir se destacar nessa atual conjuntura.

Para os que conseguirem aproveitar essas oportunidades, com certeza sairão muito na frente quando essa “onda” passar e voltarmos a crescer novamente em ritmo acelerado.