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Artigos :: 2016-02-16 -16:52:00

Mais um aumento nos combustíveis, e agora: álcool ou gasolina?


Os proprietários de automóveis foram novamente surpreendidos na última semana com mais um aumento nos combustíveis.

A portaria nº 24-A, publicada na quinta-feira, dia 11/02/2016, no Diário da República, reajustou o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) em seis cêntimos por litro na gasolina sem chumbo e no gasóleo rodoviário e em três cêntimos por litro no gasóleo verde.

Mal começou o ano e já é o segundo aumento nos combustível em 2016, e para quem possui veículos Flex, a primeira pergunta que vem à cabeça é: e agora, etanol (mais conhecido como álcool) ou gasolina?

Existem vários fatores que influenciam essa decisão, como por exemplo, a escolha pessoal pelo etanol por ser um combustível menos poluente, ou a escolha pessoal pela gasolina por achar que mantem os bicos de injeção mais limpos e por apresentar um melhor rendimento no quesito quilômetro/litro.

Gostaria de me restringir aqui apenas ao critério de valor dos combustíveis e o desempenho dos veículos, uma conta mais simples, mas que pode dar uma boa base para a escolha do combustível e, consequentemente, gerar uma considerável economia no final do mês.

Para fazer esse cálculo, primeiramente fui a alguns postos de combustível em nossa cidade de São João da Boa Vista que tiveram o reajuste e levantei os valores médios cobrados pelos combustíveis.

Vamos utilizar para o cálculo um valor médio para o álcool comum de R$ 2,77, para o álcool aditivado R$ 2,87, para a gasolina comum R$ 3,55 e para a gasolina aditivada R$ 3,70.

Existe um consenso de que se o valor da gasolina for superior a 30% em relação ao álcool, compensa o álcool e não a gasolina, mas será que é verdade?

Utilizando os valores encontrados nos postos de nossa cidade, a gasolina comum em relação ao álcool comum está 28,2% maior (R$ 3,55 / R$ 2,77) e a gasolina aditivada em relação ao álcool aditivado está 28,9% maior (R$ 3,70 / R$ 2,87).

Ao considerar esses valores, compensaria utilizar a gasolina em relação ao álcool, pelo menos comparando comum com comum e aditivado com aditivado, pois se fizermos a relação da gasolina aditivada em relação ao álcool comum, o percentual seria de 33,6% (R$ 3,70 / R$ 2,77).

O valor dos 30% é uma média (ou valor aproximado) do rendimento dos carros populares fabricados aqui no Brasil, portanto, para verificar o que compensa mais, é preciso saber o rendimento médio do seu carro, ou seja, com quantos quilômetros ele faz com um litro de cada combustível.

Para se chegar nesse valor, o proprietário terá que encher o tanque com um único tipo de combustível e computar quantos quilômetros o veículo fará ao final, pois cada carro apresenta um determinado consumo, o que depende ainda do perfil de vida do proprietário, isto é, se anda mais dentro da cidade ou na estrada, se utiliza muito o ar condicionado, se mantém sempre os pneus calibrados, o carro revisado, entre outros

Vamos supor que um carro apresente o seguinte desempenho: 8 quilômetros de média dentro da cidade utilizando como combustível o álcool comum e 11 quilômetros para a mesma situação na gasolina comum.

Levando em consideração esse desempenho, o rendimento na gasolina está 37,5% maior do que o do álcool (11 / 8), e é natural que a gasolina tenha mesmo um rendimento maior do que o álcool.

Como foram utilizados os combustíveis comuns (álcool e gasolina) a gasolina está 28,2% maior, mas rende 37,5%, o que significa que compensa a gasolina em relação ao álcool.

A mesma situação acontece se utilizarmos os combustíveis aditivados, onde a gasolina está 28,9% mais cara, mas rende 37,5% a mais do que o álcool.

Nessas situações, somente compensaria o álcool se o seu rendimento fosse maior ou o da gasolina menor, por exemplo, se ao invés de render 8 quilômetros o álcool rendesse 9, o percentual de rendimento entre os dois combustíveis seria de 22,2% (11 / 9), aí sim compensaria o álcool, uma vez que ficou abaixo dos percentuais de custo entre os dois combustíveis.

Apenas para se ter uma ideia da economia que isso poderia provocar, vamos imaginar que um carro percorra no mês 1.000 quilômetros dentro da cidade e apresente o rendimento de 8 quilômetros no álcool e 11 na gasolina.

Ao utilizar o álcool comum, precisaria de 125 litros de combustível (1.000km / 8), vezes o valor do álcool comum (R$ 2,77), daria um montante de R$ 346,25, e se utilizar a gasolina comum, precisaria de 90,9 litros de combustível (1.000km / 11), vezes o valor da gasolina comum (R$ 3,55), daria um montante de R$ 322,73, ou seja, com a gasolina a economia seria de R$ 23,52, o que representaria 6,8% a menos na conta ao final do mês.

Cada proprietário possui a sua preferência entre álcool e gasolina, assim como o próprio posto de combustível, mas fazer essa conta pode ajudar e muito a planejar melhor esse gasto cada vez mais relevante no orçamento dos brasileiros.